sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

RESUMO FILOSOFIA 3º MÉDIO (1º Trim)


Aula 1. O Criticismo de Immanuel Kant (Alemanha, 1724 – 1804)



  • Nasce e vive a vida inteira em Konigsberg, professor universitário de Lógica e de metafísica, não se casou nem teve filhos, era um homem extremamente metódico, um cérebro que passou a vida investigando o universo espiritual do homem, à procura de seus fundamentos últimos, necessários e universais.



  • Principais obras: Prolegômenos a toda metafísica futura, Fundamentação da metafísica dos costumes, Crítica da razão pura, Crítica da razão prática, A religião dentro dos limites da razão,…



  • Com sua postura crítica Kant faz uma verdadeira Revolução copernicana em filosofia, invertendo o sentido da pesquisa filosófica, o objetivo da filosofia passa a ser investigar a Razão humana, seus limites e possibilidades, buscando responder a questão: Até onde posso ir com a razão sem a experiência sensível? (a razão pura).



  • Algumas de suas principais ideias:



    • Não conhecemos a realidade fora de nossa mente ( a coisa-em-si), só conhecemos os fenômenos, ou seja as coisas para nós. Pois todo conhecimento começa com a sensibilidade, passando pelo “filtro” da razão humana.
    • Tempo e espaço são as formas puras da sensibilidade, ou seja, são ferramentas mentais que existem sem a interferência dos sentidos. A intuição de tempo e espaço se dá a priori, antes da experiência sensível.
    • Existem várias categorias do pensamento: causalidade, contradição, identidade, qualidade, quantidade, finalidade,…
    • Só é possível fazer ciência com “Juízos sintéticos a priori”, ou seja, juízos que acrescentam algo à ideia inicial antes da experiência sensível.



  • A Ilustração ou Iluminismo é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele é o próprio responsável. A menoridade é a incapacidade de fazer uso do seu próprio entendimento sem a condução de outro.



  • O homem é o próprio culpado dessa menoridade quando sua causa reside não na falta de entendimento, mas na falta de resolução e coragem para usá-lo sem a direção dos outros.



  • Não preciso pensar, se puder pagar, outros assumirão por mim o trabalho penoso. É muito difícil para um indivíduo isolado libertar-se da sua menoridade que, para ele, se tornou quase uma natureza.

Extraído de: KANT,Imannuel. Resposta à pergunta: “O que é ilustração?”



  • Sapere aude! (Ousai saber!): Tenha a coragem de usar seu próprio entendimento!  Este é o lema do Iluminismo.



  • Kant faz um apelo ao exercício autônomo da razão, à liberdade de pensamento ante o medo, a preguiça e a covardia humana, razões pelas quais uma grande parcela da humanidade permanece dependente de seus guardiões.



  • Para Kant, é muito cômodo ser imaturo, não ser crítico, deixar que outros façam isso por você. Dessa forma, ele afirma o uso da razão e da inteligência, o espírito crítico e a autonomia no uso das suas faculdades mentais como o caminho para a emancipação do homem. 



Aula 2. O Romantismo alemão.



  • Movimento filosófico, literário e artístico que se iniciou na Alemanha ao final do século XVIII e teve seu auge em toda a Europa do século XIX. Expoentes: Fichte, Schelling e Hegel.



Principais ideias:



  • Reconhecimento do valor do sentimento como uma categoria espiritual inerente à natureza humana.



  • Ao contrário do Criticismo de Kant, que reconhece os limites da razão humana, o Romantismo entende a razão como uma força infinita que habita o mundo e o domina, a razão é a própria substância do mundo.



  • A razão é o princípio infinito da consciência, da atividade, da liberdade e da capacidade criadora.



  • As coisas finitas são manifestações do infinito, Schelling vê no mundo a obra de arte da Razão absoluta.



·        Georg W. F. Hegel (Alemanha, 1770 – 1831).



·         Formado em filosofia e teologia, preceptor e professor universitário, com o sucesso de suas ideias passa a ser o filósofo oficial do Estado prussiano e a grande referência da cultura alemã.



·         Principais obras: Fenomenologia do espírito (1807), A ciência da lógica (1812), a Enciclopédia das ciências filosóficas (1817) e textos sobre direito, história, arte e religião.



·         A visão de Napoleão Bonaparte em 1806 causou profunda impressão em Hegel: “vi o imperador, essa alma do mundo, cavalgar através da cidade, é um sentimento maravilhoso contemplar tal indivíduo que, montado a cavalo, abraça o mundo e o domina”.



·         Para Hegel, ‘aquilo que é racional é real, e aquilo que é real é racional’. Esta frase expressa a necessária, total e substancial identidade da realidade com a razão.



·         O finito se dissolve no infinito e aquilo que é, é apenas o infinito. (Tudo é Deus).



·         Essa união entre realidade e ideia eliminaria o problema da correspondência entre as ideias na mente e as coisas fora dela e daria uma solução ao problema da verdade.



·         A ciência é uma atividade dialética, a realidade é um processo dialético.



·         DIALÉTICA HEGELIANA: TESE + ANTÍTESE = SÍNTESE.



·         A dialética é a lei do desenvolvimento da realidade, é a maneira como a Razão se reconhece na realidade.



·         Da oposição entre duas ideias opostas, uma a favor e outra contrária surge uma evolução através da síntese, e assim o saber humano evolui.



·         Podemos citar como exemplo as relações históricas entre os senhores e os escravos, para Hegel esta foi uma relação social racional, necessária para a evolução econômica da humanidade.


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