H16 - As independências na América espanhola.
- A América espanhola:
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Administração:
o 4
Vice-reinos ( Rio da Prata, Peru, Nova Granada e Nova Espanha).
o 4
Capitanias gerais (Chile, Venezuela, Guatemala, Cuba).
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Sociedade:
o Chapetones
– Espanhóis, elite local, ficavam com os melhores cargos.
o Criollos
– Descendentes de espanhóis nascidos na América, grandes proprietários.
o Mestiços
– Pessoas livres e pobres.
o Indígenas
– Exploração da mão-de-obra pela Mita.
o Escravos
– Africanos nas Antilhas, mercadoria.
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Economia:
o Latifúndios,
produção agrícola (açúcar, fumo, milho,..)
o Extração
de riquezas minerais (ouro, prata, metais diversos).
o Importação
de produtos manufaturados (exclusividade da metrópole).
2. Napoleão
Bonaparte e a América:
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Em 1807, Napoleão invadiu a
Espanha, destituiu o rei Fernando VII e colocou no trono seu irmão José
Bonaparte.
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Os espanhóis reagiram em uma luta
de resistência contra as tropas francesas.
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Na América espanhola foram
organizadas as Juntas governativas, formadas pelas elites locais.
- Causas para a eclosão das revoltas na América:
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Expansão das ideias Iluministas
de liberdade e de igualdade.
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Exemplo da independência dos
E.U.A., ex-colônia britânica.
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Crise do colonialismo e do
mercantilismo.
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Fragilidade do governo espanhol
em luta contra as tropas de Napoleão.
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Insatisfação dos Criollos com o
domínio dos Chapetones.
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Apoio da Inglaterra, interessada
em ampliar seu mercado e suas fontes de matéria-prima.
- O vice-reino do Prata (Argentina, Paraguai e Uruguai).
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Em 1810, após uma revolta bem
sucedida, os Criollos argentinos fundaram as Províncias Unidas do Rio da
Prata, com capital em Buenos Aires.
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Além de lutar pela emancipação em
relação à Coroa espanhola, as três províncias que integravam o vice-reino
passaram a brigar entre si para conquistar a hegemonia no território.
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A província do Paraguai
não reconheceu a autoridade de Buenos Aires e se rebelou, declarando sua
independência em 1811, tendo como líder José Gaspar Francia.
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Já na Banda Oriental, atual Uruguai,
a luta teve início em 1810 com José Artigas, que conquistou o território e
iniciou uma reforma agrária, provocando a guerra cisplatina, em 1821, o
Brasil anexou a região. Disputado por Brasil e Argentina, a independência do
Uruguai só ocorreu em 1828, com apoio inglês.
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A República Argentina teve sua
independência declarada em 1816, com lutas políticas.
- A Capitania geral da Venezuela e o vice-reino de Granada (Colômbia,
Equador e Panamá):
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Na Venezuela, as primeiras
campanhas foram lideradas por Francisco de Miranda, que desembarcou na
região em 1806, o Congresso Geral da Venezuela proclama a independência em
1811, porém tropas espanholas forçam a rendição de Miranda.
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Em 1813, Simon Bolívar
formou um exército e retomou a luta pela independência, após várias vitórias militares,
foi declarada em 1819 a independência da República da Grã-Colômbia
(Venezuela, Colômbia, Panamá e Equador) tendo Bolívar como presidente.
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Apesar dos esforços de Bolívar
para manter a união da Grã-Colômbia, ela acabou se dividindo.
- As independências de: Chile, Peru e Bolívia:
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Em 1808, o Chile
declarou-se independente sob a liderança de Bernardo O’Higgins, porém,
os espanhóis retomaram o controle do país, com isso, os argentinos uniram-se ao
Chile na luta pela independência, com tropas comandadas por José de San
Martin, vitoriosas apenas em 1818.
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Do Chile, as
forças de San Martin seguiram por terra e mar em direção ao Perú,
contando com o almirande inglês Lord Cochrane no comando da marinha.
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Em 1821, San
Martin proclamou a independência do Peru, abolindo a Mita,
decretando o fim da escravidão e inaugurando escolas.
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Os dois grandes
libertadores se encontram em Guayaquil, no Equador (julho/1822) para
decidir os rumos das novas nações, porém, havia profundas divergências entre
eles: San Martin defendia a criação de uma federação de estados
independentes, já Bolívar pretendia a união de todas as regiões em uma
única república, a posição de San Martin foi a que prevaleceu, com a divisão da
América espanhola em vários pequenos países.
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San Martin vai
para a Europa e Bolívar continua a campanha de libertação, vencendo
definitivamente os espanhóis na batalha de Ayacucho em 1824, garantindo
a independência da Bolívia e dos demais países da região.
- A independência do México:
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A luta pela
independência do México teve início em 1808, com um movimento popular
radical liderado pelo padre Miguel Hidalgo e por José Morelos,
suas tentativas de abolir a escravidão e de fazer a reforma agrária geraram uma
guerra interna e o movimento foi reprimido duramente causando a morte dos
líderes.
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A luta recomeça
em 1820 sob a liderança do conservador Agustín Iturbide, que proclama a
independência do México e sua lealdade para com o rei espanhol Fernando VII.
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Em 1823,
Iturbide se autoproclama imperador, mas foi deposto e fuzilado por Criollos
liberais, que formam a República mexicana em 1824.
- A independência do Haiti:
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Foi a primeira colônia a se
tornar independente após os E.U.A. e constitui um caso raro pelo fato de o
movimento ter sido conduzido por descendentes de escravos africanos.
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A população do Haiti, colônia
da França, era composta por 90% de escravos e libertos africanos, que se
rebelaram em 1801 sob a liderança do ex-escravo Toussaint L’Overture,
que foi preso e morreu na França.
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Em 1804, um novo movimento, agora
liderado por outro ex-escravo Jean-Jacques Dessalines consegue declarar
a independência do Haiti.
- As principais consequências dos processos de independência: