quarta-feira, 7 de junho de 2017

Resumo História 2º médio - Independência da América espanhola

H16 - As independências na América espanhola.

  1. A América espanhola:

·         Administração:
o       4 Vice-reinos ( Rio da Prata, Peru, Nova Granada e Nova Espanha).
o       4 Capitanias gerais (Chile, Venezuela, Guatemala, Cuba).
  
·         Sociedade:
o       Chapetones – Espanhóis, elite local, ficavam com os melhores cargos.
o       Criollos – Descendentes de espanhóis nascidos na América, grandes proprietários.
o       Mestiços – Pessoas livres e pobres.
o       Indígenas – Exploração da mão-de-obra pela Mita.
o       Escravos – Africanos nas Antilhas, mercadoria.

·         Economia:
o       Latifúndios, produção agrícola (açúcar, fumo, milho,..)
o       Extração de riquezas minerais (ouro, prata, metais diversos).
o       Importação de produtos manufaturados (exclusividade da metrópole).

            2.      Napoleão Bonaparte e a América:

·         Em 1807, Napoleão invadiu a Espanha, destituiu o rei Fernando VII e colocou no trono seu irmão José Bonaparte.
·         Os espanhóis reagiram em uma luta de resistência contra as tropas francesas.
·         Na América espanhola foram organizadas as Juntas governativas, formadas pelas elites locais.

  1. Causas para a eclosão das revoltas na América:

·         Expansão das ideias Iluministas de liberdade e de igualdade.
·         Exemplo da independência dos E.U.A., ex-colônia britânica.
·         Crise do colonialismo e do mercantilismo.
·         Fragilidade do governo espanhol em luta contra as tropas de Napoleão.
·         Insatisfação dos Criollos com o domínio dos Chapetones.
·         Apoio da Inglaterra, interessada em ampliar seu mercado e suas fontes de matéria-prima.

  1. O vice-reino do Prata (Argentina, Paraguai e Uruguai).

·           Em 1810, após uma revolta bem sucedida, os Criollos argentinos fundaram as Províncias Unidas do Rio da Prata, com capital em Buenos Aires.
·           Além de lutar pela emancipação em relação à Coroa espanhola, as três províncias que integravam o vice-reino passaram a brigar entre si para conquistar a hegemonia no território.
·           A província do Paraguai não reconheceu a autoridade de Buenos Aires e se rebelou, declarando sua independência em 1811, tendo como líder José Gaspar Francia.
·           Já na Banda Oriental, atual Uruguai, a luta teve início em 1810 com José Artigas, que conquistou o território e iniciou uma reforma agrária, provocando a guerra cisplatina, em 1821, o Brasil anexou a região. Disputado por Brasil e Argentina, a independência do Uruguai só ocorreu em 1828, com apoio inglês.
·           A República Argentina teve sua independência declarada em 1816, com lutas políticas.


  1. A Capitania geral da Venezuela e o vice-reino de Granada (Colômbia, Equador e Panamá):

·           Na Venezuela, as primeiras campanhas foram lideradas por Francisco de Miranda, que desembarcou na região em 1806, o Congresso Geral da Venezuela proclama a independência em 1811, porém tropas espanholas forçam a rendição de Miranda.
·           Em 1813, Simon Bolívar formou um exército e retomou a luta pela independência, após várias vitórias militares, foi declarada em 1819 a independência da República da Grã-Colômbia (Venezuela, Colômbia, Panamá e Equador) tendo Bolívar como presidente.
·           Apesar dos esforços de Bolívar para manter a união da Grã-Colômbia, ela acabou se dividindo.
  
  1. As independências de: Chile, Peru e Bolívia:

·           Em 1808, o Chile declarou-se independente sob a liderança de Bernardo O’Higgins, porém, os espanhóis retomaram o controle do país, com isso, os argentinos uniram-se ao Chile na luta pela independência, com tropas comandadas por José de San Martin, vitoriosas apenas em 1818.
·           Do Chile, as forças de San Martin seguiram por terra e mar em direção ao Perú, contando com o almirande inglês Lord Cochrane no comando da marinha.
·           Em 1821, San Martin proclamou a independência do Peru, abolindo a Mita, decretando o fim da escravidão e inaugurando escolas.
·           Os dois grandes libertadores se encontram em Guayaquil, no Equador (julho/1822) para decidir os rumos das novas nações, porém, havia profundas divergências entre eles: San Martin defendia a criação de uma federação de estados independentes, já Bolívar pretendia a união de todas as regiões em uma única república, a posição de San Martin foi a que prevaleceu, com a divisão da América espanhola em vários pequenos países.
·           San Martin vai para a Europa e Bolívar continua a campanha de libertação, vencendo definitivamente os espanhóis na batalha de Ayacucho em 1824, garantindo a independência da Bolívia e dos demais países da região.

  1. A independência do México:

·           A luta pela independência do México teve início em 1808, com um movimento popular radical liderado pelo padre Miguel Hidalgo e por José Morelos, suas tentativas de abolir a escravidão e de fazer a reforma agrária geraram uma guerra interna e o movimento foi reprimido duramente causando a morte dos líderes.
·           A luta recomeça em 1820 sob a liderança do conservador Agustín Iturbide, que proclama a independência do México e sua lealdade para com o rei espanhol Fernando VII.
·           Em 1823, Iturbide se autoproclama imperador, mas foi deposto e fuzilado por Criollos liberais, que formam a República mexicana em 1824.

  1. A independência do Haiti:

·         Foi a primeira colônia a se tornar independente após os E.U.A. e constitui um caso raro pelo fato de o movimento ter sido conduzido por descendentes de escravos africanos.
·         A população do Haiti, colônia da França, era composta por 90% de escravos e libertos africanos, que se rebelaram em 1801 sob a liderança do ex-escravo Toussaint L’Overture, que foi preso e morreu na França.
·         Em 1804, um novo movimento, agora liderado por outro ex-escravo Jean-Jacques Dessalines consegue declarar a independência do Haiti.

  1. As principais consequências dos processos de independência:

·           Ver página 26 da apostila H16 - FTD.

Resumo História 1º médio - Roma - II

 1. Os irmãos Graco.
         Tibério Graco, eleito Tribuno da plebe em 133 a.C. tenta implantar a Reforma agrária em Roma.
         Reforma agrária – Distribuição de pequenos lotes de terras públicas aos plebeus pobres.
         Caio Graco, eleito tribuno em 121 a.C. propôs um programa de obras na Itália para gerar trabalho e a distribuição de trigo aos trabalhadores.
         Os dois irmãos foram assassinados a mando dos senadores e não conseguiram fazer as reformas.

  2.    Os conflitos pelo poder em Roma
         Roma se dividiu em dois grandes grupos:
         Optimates – Aliança entre os patrícios senadores e os plebeus mercadores.
         Populares – Aliança entre os patrícios generais e os plebeus pobres.
         Generais no poder:
         Mário – Apoiado pelos populares, reformou o exército, dobrando o soldo e equipando os legionários.
         Sila – Apoiado pelos optimates, diminuiu o poder dos tribunos da plebe e da assembleia popular.

  3.    Crise social e revoltas
         Revolta de Spartacus – Rebelião de cem mil escravos em Cápua, de 73 a 71 a.C. eles marcharam para Roma e foram derrotados por Crasso.
         Piratas no Mediterrâneo – Piratas atacavam os navios das rotas comerciais ameaçando o comércio de Roma, vencidos pelo general Pompeu.
         Rebelião de Catilina – Ele era um senador que pretendia liderar uma revolta dos populares e tomar o poder, descoberto, foi morto a mando do cônsul Cícero. 

  4.    Júlio César na Gália.
         Júlio César , de origem patrícia, iniciou sua carreira política em 78 a.C. , foi eleito censor, edil e pretor.
         Sobrinho do general Mário, foi até a Gália ( atual França) onde ampliou e consolidou a conquista romana.
         César torna-se líder do partido popular, com o apoio da classe média e da plebe.
         Em sete anos consegue derrotar todas as tribos gaulesas sob a liderança de Vercingetórix.

  5.    O 1º triunvirato
         Partilha do poder entre três grandes generais em 60 a.C.:
         Crasso – Comando do Oriente, guerra com os partos.
         Pompeu – Comando do Ocidente, segurança do Mediterrâneo.
         César – Comando da Gália ( atual França), guerra contra os gauleses.
         Júlio César vence os gauleses e conquista toda a Gália, seu prestígio e poder aumentam.
         Com a morte de Crasso, há a briga pelo poder, o senado apóia Pompeu contra César.

  6.    Júlio César (101 – 44 a. C.)
         Pompeu e o Senado proíbem César de retornar a Roma.
         Júlio César e suas tropas invadem a Itália em 49 a.C. e expulsam Pompeu, que é morto no Egito.
         Júlio César se alia a rainha Cleópatra e volta a Roma assumindo o cargo de Ditador vitalício.
         A concentração de poderes em uma só pessoa parecia contrário aos princípios da República romana.

  7.    As reformas e o fim de César
         Assim que assumiu como ditador, César promoveu reformas:
o      Dobrou o soldo dos legionários.
o      Distribuiu trigo egípcio aos legionários e ao povo.
o      Perdoou a dívidas das famílias pobres.
o      Aumentou o número de senadores.
         O Senado, inconformado com perda de seu poder, espalhou rumores de que César queria se tornar rei e tramou sua morte.
         Em 44 a.C. César foi assassinado em pleno Senado com 23 punhaladas.

  8.     O 2º triunvirato
         Nova divisão entre três generais:
         Otávio – Sobrinho de César, comando do Ocidente.
         Marco Antonio – Oficial de César, comando do Oriente.
         Lépido – Banqueiro romano, comandante da África.
         Marco Antonio se casa com Cleópatra e passa a viver no Egito.
         Otávio reúne suas legiões e derrota a tropas de Marco Antonio e Cleópatra na batalha de Actium em 31 a.C. 
         Vitória final de Otávio que enfim consolidou seu poder.

9  9.     Imperador Otávio Augusto
         Otávio recebe do Senado os títulos de primeiro cidadão (Princeps), divino (Augustus) e supremo (Imperator).
         Augusto acumulou os poderes civil, militar e religioso.
         Político hábil, conseguiu unir a sociedade romana sob sua liderança.
         Assume o poder em 27 a.C. como o primeiro imperador de Roma.

10. A Pax romana
         Foi o período de apogeu do Império romano, período de paz.
         Acaba o período de conquistas, o objetivo de Roma passa a ser conservar o que foi conquistado.
         Objetivo do exército romano: defender as fronteiras e manter a ordem interna.
         Reformas administrativas, realização de obras públicas de saneamento.
         Construção de circos (coliseu), aonde o povo podia passar o dia vendo lutas,  corridas e execuções, recebendo alimentação gratuita, na chamada Política do pão e circo.
         Romanização da regiões incorporadas: todas as regiões do império absorvem a cultura romana (engenharia, direito e o latim).

  11. Dinastias imperiais
       Júlio-Cláudios (14-68):
        Bases da organização jurídica e administrativa.
        Otávio Augusto, Tibério, Calígula (1) , Cláudio (2), Nero (3).
        Desta dinastia, só Augusto morreu naturalmente, os demais foram assassinados.
a.     Flávios (69-96):
o    Vitória sobre uma grave rebelião na Judeia e construção do Coliseu de Roma.
o    Vespasiano (4),Tito Flávio, Domiciano.
o    De modo geral, bons imperadores.
         Antoninos (96-192):
         Bons governos, eficazes e prósperos.
o       Máxima extensão do império.
o       Trajano, Adriano, Marco Aurélio.
o       Princípio da hereditariedade por adoção: o imperador escolhia o herdeiro entre os mais aptos.
o       Severos (193-235):
o       Cidadania romana à todos os habitantes com o Edito de Caracala.
o       Septimo Severo, Caracala, Heliogábalo, Alexandre Severo.
o       Ameaças internas (rebeliões) e externas (invasões germânicas).

12. Problemas econômicos e sociais
         Término do fluxo de recursos e escravos.
        Recursos: saques e impostos.
        Queda nos lucros do Império.
        Desvalorização da moeda e inflação (aumento nos preços).
         Escravos: Sem prisioneiros, diminui a força de trabalho.
        O preço dos escravos subiu muito.
        A plebe urbana, acostumada ao pão e circo não queria trabalhar.

13. Problemas políticos e militares
         Enfraquecimento da autoridade imperial:
        Grandes dificuldades para governar.
        Instabilidade com constantes assassinatos.( ao todo foram 32 imperadores assassinados).
        Desorganização do governo da províncias. 
         Anarquia militar:
        Enfraquecimento do exército.
        Proteção fraca às fronteiras.
        Luta de generais pelo poder, com assassinatos e golpes.
        Grave erro estratégico: o abandono das fronteiras.

14. O Cristianismo e a crise romana.
         Religião surgida na Judéia, província do império romano, o cristianismo atraía os escravos e as classes populares.
         Os valores cristãos  condenavam a escravidão ( base da economia romana) e o culto ao imperador ( considerado um deus), incomodando os poderosos da época.
         O imperador Nero inicia em 64 a perseguição aos cristãos, muitos deles mortos em espetáculos públicos.
         Em 313 o imperador Constantino decretou o Édito de Milão, dando liberdade de culto aos cristãos.
         Em 380 o imperador Teodósio decreta o Cristianismo como a religião oficial do império romano.

15. Reformas para salvar o império
         Diocleciano (284-312):
        Instituiu a tetrarquia, governo de quatro imperadores em um  império dividido em quatro regiões.
         Constantino (284-312):
        Reunificou o império, aprovou o Edito de Milão em 313, permitindo o livre culto aos cristãos, mudou o nome de Bizâncio para Constantinopla.
         Teodósio (378-395): 
        Instituiu o Cristianismo como religião oficial em 391. Dividiu o império em Ocidental (Roma) e Oriental (Constantinopla).

16. O início das invasões bárbaras
         Tribos germânicas exerciam pressão sobre as fronteiras.
         Saques e ataques constantes.
         Invasão de algumas províncias na Europa central.
         Ameaça no Oriente com os persas Sassânidas.
         Tentativa de solução: incorporar os bárbaros ao exército romano.
         Algumas tribo bárbaras ficaram responsáveis pelas províncias mais afastadas.

17. O fim do império romano
         No Ocidente (Roma):
        Inúmeras invasões dos povos bárbaros puseram fim ao império.
        Odoacro, rei dos Hérulos depôs o último imperador em 476, Rômulo Augústulo.
        No Oriente (Constantinopla):
        Houve forte resistência, o império do Oriente se transformou no Império Bizantino, que durou até 1453.