1. Roma – meio físico
e cultural
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Povos da península itálica:
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Norte – Celtas (Gauleses).
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Centro – Etruscos e tribos de pastores (latinos, sabinos, équos e samnitas).
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Sul – Gregos (Magna Grécia) e Cartagineses.
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Influências culturais:
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Etruscos – Na religião e na engenharia.
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Gregos – Nas artes, letras, ideias e instituições.
2. Roma – origens
históricas e mitológicas.
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Origens mitológicas:
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Os gêmeos Rômulo e Remo,
filhos do deus Marte e da princesa de Alba Longa, Réia Silvia foram abandonados
num cesto as margens do rio Tibre.
·
Amamentados por uma loba e criados
por pastores, reúnem–se as margens do Tibre para fundar uma nova cidade.
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Em uma disputa, Rômulo mata Remo e
assume como o primeiro rei de Roma em 753 a.C.
·
Origem histórica:
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Latinos e Sabinos se unem e fundam
um forte militar para se defender dos etruscos.
3. Os sete reis de
Roma (753 a.C. – 509 a.C.)
·
Reis Latinos e Sabinos:
1. Rômulo – Fundação de Roma,
Sabinos e latinos, patrícios e plebeus e o Senado.
2. Numa Pompílio – Organização
religiosa, Templo de Jano.
3. Túlio Hostílio – Consolidação
político–militar, conquista Alba Longa.
4. Anco Márcio – Expansão
territorial na Itália central e porto de Óstia.
·
Reis Etruscos:
1. Tarquínio Prisco – Grandes obras –
Circus Máximus.
2. Sérvio Túlio – Reformas
militares e políticas, Exército e assembleia centuriata.
3. Tarquinio, o
soberbo – Choque com os patrícios, queda da monarquia, deposição e
República.
4. Patrícios e Plebeus.
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A
sociedade romana era estamental, ou seja dividida em classes.
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Patrícios:
Minoria de nobres, donos de grandes propriedades de terra, membros de Gens
antigas, importância ao nome de família.
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Clientes:
parentes distantes dos patrícios, livres mas pobres.
•
Plebeus:
Maioria de populares, divididos em grupos.
–
Intermediários:
pequenos proprietários, artesãos, mercadores e estrangeiros.
–
Proletários:
trabalhadores pobres, excluídos de forma social, econômica e política.
5. A república romana
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Princípios básicos:
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Governo colegiado – Divisão de poderes entre instituições e indivíduos, o poder deveria
estar dividido para evitar conflitos.
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Modelo eletivo e temporário – Magistrados eleitos para mandatos anuais, a troca serve para evitar
abusos de poder.
6. O Senado romano
•
Funções e responsabilidades:
•
SENADO:
•
Conselho de anciãos, formado por
chefes das famílias patrícias.
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Cuidam das questões legislativas,
diplomáticas e jurídicas.
•
Era a única estrutura
permanente e vitalícia,
os senadores ficavam no cargo até o fim
da vida.
7.
Os magistrados
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Cargos públicos, com patrícios eleitos para várias funcões:
·
Cônsul: em 2, eleitos para chefia do exército.
·
Pretor: Cuidavam da justiça.
·
Questor: responsável pelas finanças.
·
Edil: Cuidavam do abastecimento, da polícia e de serviços.
·
Censor: Responsável pelo Censo (contagem da população). Único cargo eleito por
5 anos.
·
Tribunos da plebe: Defensores dos interesses dos plebeus.
8.
As Assembleias romanas
·
Reuniões de cidadãos para tarefas
específicas:
·
Assembleia Centuriata:
·
Cidadãos reunidos em Centúrias,
cuidavam das leis e da nomeação dos magistrados.
·
Assembleia Tributa:
·
Cidadãos reunidos em Tribos,
cuidavam dos impostos e dos tribunos da plebe.
·
Assembleia Curiata:
·
Cidadãos reunidos em Cúrias,
cuidavam dos cultos e dos sacerdotes.
9.
A sociedade romana
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Aparência democrática:
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Cidadania acessível a patrícios e
plebeus, sem distinção de sangue ou de renda.
·
Porém, só poderia ser cidadão
aqueles que tivessem a capacidade de equipar-se como soldado.
·
Caráter oligárquico:
·
Monopólio de poder pelos
patrícios.
·
Acesso exclusivo dos
patrícios ao Senado, às magistraturas e a maioria nas Assembleias.
10.
O Exército romano
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Divisão e formação:
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LEGIÕES – conduzida por um legado e seis tribunos, divididas em centúrias, cada
legião tinha por volta de 6.000 homens.
·
CENTÚRIAS – Unidade básica do exército, comandadas por centuriões, cada uma tinha
100 soldados.
·
Legionário – Equipado com elmo, couraça, escudo, lança e espada.
·
Apresentação - anual no mês de março, todo homem livre entre 17 e 46 anos capaz de
equipar-se.
·
Treinamento rigoroso e constante.
11.
Códigos de guerra
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Em caso de rendição - os abusos eram proibidos. Eram escraviza-dos apenas o
soldados vencidos.
·
Respeito às mulheres, idosos e
crianças.
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Saques limitados a objetos
valiosos.
·
Em caso de resistência – Escravi- zação coletiva, abusos, pilhagem geral e destruição.
·
Guerra sazonal – As campanhas militares eram definidas pelas estações do ano ( não se
combatia no inverno) e pelas tarefas agrícolas (semear e colher).
12. As insatisfações da
Plebe
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Exclusão política: Apenas os homens livres capazes de se equipar como soldados eram
cidadãos.
·
Exclusão econômica: Poucas terras para os pequenos proprietários plebeus, trabalhadores sob
o risco de escravidão por dívidas.
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Exclusão social: Ausência de direitos, os plebeus eram uma maioria de classe inferior.
13. A luta dos plebeus
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Revolta do monte sacro: Os plebeus se retiram de Roma para o monte santo para fundarem uma
comunidade de plebeus. Os patrícios dependiam deles (trabalho, impostos e
guerra) e foram ao local negociar a volta a Roma.
•
Tribunos da plebe: Magistrados plebeus com poder de recusar leis patrícias que os
prejudicassem, eleitos pela assembleia popular, a assembleia tributa.
14. Os direitos dos plebeus
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Lei das doze tábuas: Primeiro código de leis escritas de Roma, garantindo a defesa do
direitos populares.
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Lei Canuléia: Lei dando permissão para casamentos entre patrícios e plebeus.
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Outras mudanças: Abolição da escravidão por dívidas, acesso dos plebeus às magistraturas
e ao sacerdócio.
15. A expansão romana
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Guerras itálicas: Os romanos unificam os povos da península itálica através de guerras e
de alianças.
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Motivações para expansão: Proteção das fronteiras, disputa por hegemonia e ajuda aos aliados.
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Cidades associadas: autonomia mantida, não perdiam as terras, mas não participavam das
assembleias, serviam ao exército romano.
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Cidades conquistadas: Ocupação de colonos romanos, pesados impostos e romanização da cultura
local.
16. As guerras Púnicas (264 – 146 a.C.)
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Foram três guerras entre Roma e
Cartago, ex-colônia fenícia no norte da África.
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Causas: A disputa pela hegemonia política e econômica do Mediterrâneo.
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1ª guerra púnica: Roma conquista as ilhas do mediterrâneo (Sicília, Córsega e Sardenha).
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2ª guerra púnica: Roma derrota Aníbal e conquista a península Ibérica.
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3ª guerra púnica: Roma destrói completamente Cartago e domina a região.
17. Guerras macedônicas.
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Reinos gregos e macedônicos (Ilíria,
Épiro e Macedônia) se aliaram a Cartago contra os romanos.
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Pirro, rei do Épiro e da Macedônia chega a vencer duas batalhas, mas com
enormes perdas, o que o faz desistir da guerra.
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Os romanos reagiram com sucesso,
atacou e venceu os Estados helenísticos na Grécia e na Ásia menor.
•
Com isso, Roma domina todo o mar
Mediterrâneo (Mare nostrum).
18. Consequências das conquistas
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Desigualdades graves:
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Patrícios senadores – Controlavam as terras, ampliaram suas riquezas com os latifúndios
escravistas.
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Patrícios generais – Com suas legiões, enriqueciam e ganhavam prestígio.
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Plebeus mercadores – Enriquecidos pelo comércio, buscavam ascensão social com casamentos.
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Plebeus camponeses – Empobreciam, com dívidas, perdiam suas terras, voltando do exército
desempregados.
19. Tensões sociais e políticas
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A situação dos plebeus pobres e
agravava e seus representantes não atendiam suas necessidades.
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Instabilidade social, com revoltas e greves constantes.
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Êxodo rural – os pequenos proprietários que perdiam suas terras no interior iam para
Roma.
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Aumento acelerado da população
pobre na capital, problema social.
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Disputa pelo poder político
entre o Senado (patrícios) e o Exército (generais).
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