1. Os irmãos Graco.
•
Tibério Graco, eleito Tribuno da
plebe em 133 a.C. tenta implantar a Reforma agrária em Roma.
•
Reforma agrária – Distribuição de
pequenos lotes de terras públicas aos plebeus pobres.
•
Caio Graco, eleito tribuno em
121 a.C. propôs um programa de obras na Itália para gerar trabalho e a
distribuição de trigo aos trabalhadores.
•
Os dois irmãos foram assassinados a mando dos
senadores e não conseguiram fazer as reformas.
2. Os conflitos pelo
poder em Roma
•
Roma se dividiu em dois grandes grupos:
•
Optimates – Aliança entre os patrícios senadores e
os plebeus mercadores.
•
Populares – Aliança entre os patrícios generais e os
plebeus pobres.
•
Generais no poder:
•
Mário – Apoiado pelos populares, reformou o
exército, dobrando o soldo e equipando os legionários.
•
Sila – Apoiado pelos optimates, diminuiu o
poder dos tribunos da plebe e da assembleia popular.
3. Crise social e
revoltas
•
Revolta de Spartacus – Rebelião de cem
mil escravos em Cápua, de 73 a 71 a.C. eles marcharam para Roma e foram
derrotados por Crasso.
•
Piratas no Mediterrâneo – Piratas atacavam
os navios das rotas comerciais ameaçando o comércio de Roma, vencidos pelo
general Pompeu.
•
Rebelião de Catilina – Ele era um
senador que pretendia liderar uma revolta dos populares e tomar o poder,
descoberto, foi morto a mando do cônsul Cícero.
4.
Júlio
César na Gália.
•
Júlio César , de origem patrícia, iniciou sua carreira
política em 78 a.C. , foi eleito censor, edil e pretor.
•
Sobrinho do general Mário, foi até a Gália (
atual França) onde ampliou e consolidou a conquista romana.
•
César torna-se líder do partido popular, com o apoio da
classe média e da plebe.
•
Em sete anos consegue derrotar todas as tribos gaulesas sob
a liderança de Vercingetórix.
5.
O 1º triunvirato
•
Partilha do poder entre três
grandes generais em 60 a.C.:
•
Crasso – Comando do
Oriente, guerra com os partos.
•
Pompeu – Comando do
Ocidente, segurança do Mediterrâneo.
•
César – Comando da
Gália ( atual França), guerra contra os gauleses.
•
Júlio César vence os gauleses e conquista toda a Gália, seu prestígio e poder
aumentam.
•
Com a morte de Crasso, há a briga
pelo poder, o senado apóia Pompeu contra César.
6.
Júlio César (101 – 44 a. C.)
•
Pompeu e o Senado proíbem César de
retornar a Roma.
•
Júlio César e suas tropas invadem a Itália em 49 a.C. e expulsam Pompeu, que é morto
no Egito.
•
Júlio César se alia a rainha Cleópatra e volta a Roma assumindo o cargo de Ditador
vitalício.
•
A concentração de poderes em uma
só pessoa parecia contrário aos princípios da República romana.
7.
As reformas e o fim de César
•
Assim que assumiu como ditador,
César promoveu reformas:
o Dobrou o soldo dos legionários.
o Distribuiu trigo egípcio aos legionários e ao povo.
o Perdoou a dívidas das famílias pobres.
o Aumentou o número de senadores.
•
O Senado, inconformado com perda
de seu poder, espalhou rumores de que César queria se tornar rei e tramou sua
morte.
•
Em 44 a.C. César foi
assassinado em pleno Senado com 23 punhaladas.
8.
O 2º triunvirato
•
Nova divisão entre três generais:
•
Otávio – Sobrinho de
César, comando do Ocidente.
•
Marco Antonio – Oficial
de César, comando do Oriente.
•
Lépido – Banqueiro
romano, comandante da África.
•
Marco Antonio se casa com Cleópatra
e passa a viver no Egito.
•
Otávio reúne suas legiões e
derrota a tropas de Marco Antonio e Cleópatra na batalha de Actium em 31
a.C.
•
Vitória final de Otávio que
enfim consolidou seu poder.
9 9.
Imperador Otávio Augusto
•
Otávio recebe do Senado os títulos
de primeiro cidadão (Princeps), divino (Augustus) e supremo (Imperator).
•
Augusto acumulou os poderes civil,
militar e religioso.
•
Político hábil, conseguiu unir a
sociedade romana sob sua liderança.
•
Assume o poder em 27 a.C. como o primeiro
imperador de Roma.
10. A Pax romana
•
Foi o período de apogeu do Império
romano, período de paz.
•
Acaba o período de conquistas, o objetivo de Roma passa a ser conservar o que foi conquistado.
•
Objetivo do exército romano: defender as fronteiras e manter a ordem interna.
•
Reformas administrativas,
realização de obras públicas de saneamento.
•
Construção de circos (coliseu),
aonde o povo podia passar o dia vendo lutas,
corridas e execuções, recebendo alimentação gratuita, na chamada Política
do pão e circo.
•
Romanização da regiões
incorporadas: todas as regiões do império
absorvem a cultura romana (engenharia, direito e o latim).
11.
Dinastias imperiais
• Júlio-Cláudios
(14-68):
•
Bases da organização jurídica e
administrativa.
•
Otávio Augusto, Tibério, Calígula
(1) , Cláudio (2), Nero (3).
•
Desta dinastia, só Augusto morreu
naturalmente, os demais foram assassinados.
a. Flávios (69-96):
o Vitória sobre uma grave rebelião na Judeia e construção do Coliseu de
Roma.
o Vespasiano (4),Tito Flávio, Domiciano.
o De modo geral, bons imperadores.
•
Antoninos (96-192):
•
Bons governos, eficazes e
prósperos.
o Máxima extensão do império.
o Trajano, Adriano, Marco Aurélio.
o Princípio da hereditariedade por adoção: o imperador escolhia o
herdeiro entre os mais aptos.
o Severos (193-235):
o Cidadania romana à todos os habitantes com o Edito de Caracala.
o Septimo Severo, Caracala, Heliogábalo, Alexandre Severo.
o Ameaças internas (rebeliões) e externas (invasões germânicas).
12. Problemas econômicos e sociais
•
Término do fluxo de recursos
e escravos.
–
Recursos: saques e impostos.
–
Queda nos lucros do Império.
–
Desvalorização da moeda e inflação
(aumento nos preços).
•
Escravos: Sem prisioneiros,
diminui a força de trabalho.
–
O preço dos escravos subiu muito.
–
A plebe urbana, acostumada ao pão
e circo não queria trabalhar.
13. Problemas políticos e militares
•
Enfraquecimento da autoridade
imperial:
–
Grandes dificuldades para
governar.
–
Instabilidade com constantes
assassinatos.( ao todo foram 32 imperadores assassinados).
–
Desorganização do governo da
províncias.
•
Anarquia militar:
–
Enfraquecimento do exército.
–
Proteção fraca às fronteiras.
–
Luta de generais pelo poder, com
assassinatos e golpes.
–
Grave erro estratégico: o
abandono das fronteiras.
14. O Cristianismo e a crise romana.
•
Religião surgida na Judéia,
província do império romano, o cristianismo atraía os escravos e as classes
populares.
•
Os valores cristãos condenavam a escravidão ( base da economia
romana) e o culto ao imperador ( considerado um deus), incomodando os poderosos
da época.
•
O imperador Nero inicia em
64 a perseguição aos cristãos, muitos deles mortos em espetáculos públicos.
•
Em 313 o imperador Constantino
decretou o Édito de Milão, dando liberdade de culto aos cristãos.
•
Em 380 o imperador Teodósio
decreta o Cristianismo como a religião oficial do império romano.
15. Reformas para salvar o império
•
Diocleciano (284-312):
–
Instituiu a tetrarquia,
governo de quatro imperadores em um
império dividido em quatro regiões.
•
Constantino (284-312):
–
Reunificou o império, aprovou o Edito
de Milão em 313, permitindo o livre culto aos cristãos, mudou o nome de
Bizâncio para Constantinopla.
•
Teodósio (378-395):
–
Instituiu o Cristianismo como religião
oficial em 391. Dividiu o império em Ocidental (Roma) e Oriental
(Constantinopla).
16. O início das invasões bárbaras
•
Tribos germânicas exerciam pressão sobre as fronteiras.
•
Saques e ataques constantes.
•
Invasão de algumas províncias na
Europa central.
•
Ameaça no Oriente com os persas
Sassânidas.
•
Tentativa de solução: incorporar os bárbaros ao exército romano.
•
Algumas tribo bárbaras ficaram
responsáveis pelas províncias mais afastadas.
17. O fim do império romano
•
No Ocidente (Roma):
–
Inúmeras invasões dos povos
bárbaros puseram fim ao império.
–
Odoacro, rei dos Hérulos depôs o último imperador em 476, Rômulo Augústulo.
–
No Oriente (Constantinopla):
–
Houve forte resistência, o império
do Oriente se transformou no Império Bizantino, que durou até 1453.
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