quarta-feira, 7 de junho de 2017

Resumo História 1º médio - Roma - II

 1. Os irmãos Graco.
         Tibério Graco, eleito Tribuno da plebe em 133 a.C. tenta implantar a Reforma agrária em Roma.
         Reforma agrária – Distribuição de pequenos lotes de terras públicas aos plebeus pobres.
         Caio Graco, eleito tribuno em 121 a.C. propôs um programa de obras na Itália para gerar trabalho e a distribuição de trigo aos trabalhadores.
         Os dois irmãos foram assassinados a mando dos senadores e não conseguiram fazer as reformas.

  2.    Os conflitos pelo poder em Roma
         Roma se dividiu em dois grandes grupos:
         Optimates – Aliança entre os patrícios senadores e os plebeus mercadores.
         Populares – Aliança entre os patrícios generais e os plebeus pobres.
         Generais no poder:
         Mário – Apoiado pelos populares, reformou o exército, dobrando o soldo e equipando os legionários.
         Sila – Apoiado pelos optimates, diminuiu o poder dos tribunos da plebe e da assembleia popular.

  3.    Crise social e revoltas
         Revolta de Spartacus – Rebelião de cem mil escravos em Cápua, de 73 a 71 a.C. eles marcharam para Roma e foram derrotados por Crasso.
         Piratas no Mediterrâneo – Piratas atacavam os navios das rotas comerciais ameaçando o comércio de Roma, vencidos pelo general Pompeu.
         Rebelião de Catilina – Ele era um senador que pretendia liderar uma revolta dos populares e tomar o poder, descoberto, foi morto a mando do cônsul Cícero. 

  4.    Júlio César na Gália.
         Júlio César , de origem patrícia, iniciou sua carreira política em 78 a.C. , foi eleito censor, edil e pretor.
         Sobrinho do general Mário, foi até a Gália ( atual França) onde ampliou e consolidou a conquista romana.
         César torna-se líder do partido popular, com o apoio da classe média e da plebe.
         Em sete anos consegue derrotar todas as tribos gaulesas sob a liderança de Vercingetórix.

  5.    O 1º triunvirato
         Partilha do poder entre três grandes generais em 60 a.C.:
         Crasso – Comando do Oriente, guerra com os partos.
         Pompeu – Comando do Ocidente, segurança do Mediterrâneo.
         César – Comando da Gália ( atual França), guerra contra os gauleses.
         Júlio César vence os gauleses e conquista toda a Gália, seu prestígio e poder aumentam.
         Com a morte de Crasso, há a briga pelo poder, o senado apóia Pompeu contra César.

  6.    Júlio César (101 – 44 a. C.)
         Pompeu e o Senado proíbem César de retornar a Roma.
         Júlio César e suas tropas invadem a Itália em 49 a.C. e expulsam Pompeu, que é morto no Egito.
         Júlio César se alia a rainha Cleópatra e volta a Roma assumindo o cargo de Ditador vitalício.
         A concentração de poderes em uma só pessoa parecia contrário aos princípios da República romana.

  7.    As reformas e o fim de César
         Assim que assumiu como ditador, César promoveu reformas:
o      Dobrou o soldo dos legionários.
o      Distribuiu trigo egípcio aos legionários e ao povo.
o      Perdoou a dívidas das famílias pobres.
o      Aumentou o número de senadores.
         O Senado, inconformado com perda de seu poder, espalhou rumores de que César queria se tornar rei e tramou sua morte.
         Em 44 a.C. César foi assassinado em pleno Senado com 23 punhaladas.

  8.     O 2º triunvirato
         Nova divisão entre três generais:
         Otávio – Sobrinho de César, comando do Ocidente.
         Marco Antonio – Oficial de César, comando do Oriente.
         Lépido – Banqueiro romano, comandante da África.
         Marco Antonio se casa com Cleópatra e passa a viver no Egito.
         Otávio reúne suas legiões e derrota a tropas de Marco Antonio e Cleópatra na batalha de Actium em 31 a.C. 
         Vitória final de Otávio que enfim consolidou seu poder.

9  9.     Imperador Otávio Augusto
         Otávio recebe do Senado os títulos de primeiro cidadão (Princeps), divino (Augustus) e supremo (Imperator).
         Augusto acumulou os poderes civil, militar e religioso.
         Político hábil, conseguiu unir a sociedade romana sob sua liderança.
         Assume o poder em 27 a.C. como o primeiro imperador de Roma.

10. A Pax romana
         Foi o período de apogeu do Império romano, período de paz.
         Acaba o período de conquistas, o objetivo de Roma passa a ser conservar o que foi conquistado.
         Objetivo do exército romano: defender as fronteiras e manter a ordem interna.
         Reformas administrativas, realização de obras públicas de saneamento.
         Construção de circos (coliseu), aonde o povo podia passar o dia vendo lutas,  corridas e execuções, recebendo alimentação gratuita, na chamada Política do pão e circo.
         Romanização da regiões incorporadas: todas as regiões do império absorvem a cultura romana (engenharia, direito e o latim).

  11. Dinastias imperiais
       Júlio-Cláudios (14-68):
        Bases da organização jurídica e administrativa.
        Otávio Augusto, Tibério, Calígula (1) , Cláudio (2), Nero (3).
        Desta dinastia, só Augusto morreu naturalmente, os demais foram assassinados.
a.     Flávios (69-96):
o    Vitória sobre uma grave rebelião na Judeia e construção do Coliseu de Roma.
o    Vespasiano (4),Tito Flávio, Domiciano.
o    De modo geral, bons imperadores.
         Antoninos (96-192):
         Bons governos, eficazes e prósperos.
o       Máxima extensão do império.
o       Trajano, Adriano, Marco Aurélio.
o       Princípio da hereditariedade por adoção: o imperador escolhia o herdeiro entre os mais aptos.
o       Severos (193-235):
o       Cidadania romana à todos os habitantes com o Edito de Caracala.
o       Septimo Severo, Caracala, Heliogábalo, Alexandre Severo.
o       Ameaças internas (rebeliões) e externas (invasões germânicas).

12. Problemas econômicos e sociais
         Término do fluxo de recursos e escravos.
        Recursos: saques e impostos.
        Queda nos lucros do Império.
        Desvalorização da moeda e inflação (aumento nos preços).
         Escravos: Sem prisioneiros, diminui a força de trabalho.
        O preço dos escravos subiu muito.
        A plebe urbana, acostumada ao pão e circo não queria trabalhar.

13. Problemas políticos e militares
         Enfraquecimento da autoridade imperial:
        Grandes dificuldades para governar.
        Instabilidade com constantes assassinatos.( ao todo foram 32 imperadores assassinados).
        Desorganização do governo da províncias. 
         Anarquia militar:
        Enfraquecimento do exército.
        Proteção fraca às fronteiras.
        Luta de generais pelo poder, com assassinatos e golpes.
        Grave erro estratégico: o abandono das fronteiras.

14. O Cristianismo e a crise romana.
         Religião surgida na Judéia, província do império romano, o cristianismo atraía os escravos e as classes populares.
         Os valores cristãos  condenavam a escravidão ( base da economia romana) e o culto ao imperador ( considerado um deus), incomodando os poderosos da época.
         O imperador Nero inicia em 64 a perseguição aos cristãos, muitos deles mortos em espetáculos públicos.
         Em 313 o imperador Constantino decretou o Édito de Milão, dando liberdade de culto aos cristãos.
         Em 380 o imperador Teodósio decreta o Cristianismo como a religião oficial do império romano.

15. Reformas para salvar o império
         Diocleciano (284-312):
        Instituiu a tetrarquia, governo de quatro imperadores em um  império dividido em quatro regiões.
         Constantino (284-312):
        Reunificou o império, aprovou o Edito de Milão em 313, permitindo o livre culto aos cristãos, mudou o nome de Bizâncio para Constantinopla.
         Teodósio (378-395): 
        Instituiu o Cristianismo como religião oficial em 391. Dividiu o império em Ocidental (Roma) e Oriental (Constantinopla).

16. O início das invasões bárbaras
         Tribos germânicas exerciam pressão sobre as fronteiras.
         Saques e ataques constantes.
         Invasão de algumas províncias na Europa central.
         Ameaça no Oriente com os persas Sassânidas.
         Tentativa de solução: incorporar os bárbaros ao exército romano.
         Algumas tribo bárbaras ficaram responsáveis pelas províncias mais afastadas.

17. O fim do império romano
         No Ocidente (Roma):
        Inúmeras invasões dos povos bárbaros puseram fim ao império.
        Odoacro, rei dos Hérulos depôs o último imperador em 476, Rômulo Augústulo.
        No Oriente (Constantinopla):
        Houve forte resistência, o império do Oriente se transformou no Império Bizantino, que durou até 1453.


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