segunda-feira, 31 de julho de 2017

Resumo História 3º médio - O Populismo no Brasil

H29 – O populismo no Brasil.

1.    João Café Filho (1954-1955)
·           Com o suicídio de Vargas em 24/08/1954, o vice-presidente assumiu a presidência, exercendo o cargo até novembro de 1955.
·           Nascido no RN, filiado ao PSP do governador paulista Adhemar de Barros.
·           Seu governo foi marcante pelas medidas econômicas liberais comandadas pelo economista Eugênio Gudin e pela UDN.
·           Em novembro de 1955 foi afastado da presidência por motivos de saúde, assumindo em seu lugar o presidente da Câmara, Carlos Luz, este deposto por tentar impedir a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek.

2.    A eleição presidencial de 1955.
·           A coligação PSD/PTB lança o governador de Minas Gerais Juscelino Kubitschek, com João Goulart, ministro de Getúlio como vice e com o lema: “50 anos em 5”.
·           A conservadora UDN lança o general Juarez Távora.
·           Concorrem também o governador de São Paulo, Adhemar de Barros e o ex-integralista Plínio Salgado.
·           A vitória coube a Juscelino e João Goulart, o Jango.
·           A rejeição a Jango, considerado “comunista” faz surgir uma corrente que pretendia impedir a posse dos eleitos.

3.    Juscelino Kubitschek (1956-1961)
         Os conservadores não admitiam que herdeiros de Vargas continuassem no poder, Café Filho, com a UDN e os militares, tramou um golpe para impedir a posse de JK e de Jango.
         O ministro da guerra general Lott depôs o golpista Carlos Luz, assumindo o presidente do Senado Nereu Ramos, garantindo a posse legal.
         JK buscava modernizar o Brasil, para isso adotou o Plano de Metas, com investimentos em seis áreas: energia, transportes, indústrias, alimentos, educação e a construção de Brasília.

4.    A construção de Brasília
·      A ideia de construir uma capital no centro-oeste não era nova, O Marquês de Pombal, Dom João VI e o marechal Deodoro  já haviam pensado neste projeto.
·      O arquiteto Lucio Costa venceu o concurso para o plano piloto, a coordenação e os principais edifícios ficaram a cargo do arquiteto Oscar Niemeyer.
·      Em outubro de 1956 tem início as obras com os candangos, trabalha-dores de todo o Brasil, principalmente do nordeste, de Minas e de Goiás.
·      Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960 como a nova capital federal.

5.    JK: O desenvolvimento industrial.
·      A política nacional-desenvolvimentista de JK inaugurou uma nova fase  de crescimento econômico, o setor industrial cresceu perto de 80%.
·      Instalação da indústria automobilística no Brasil: alemã(Volkswagen), francesa (Simca) e nacional com tecnologia estrangeira (Vemag).
·      Construção das Hidrelétricas de Furnas e três Marias em Minas.
·      Criação da SUDENE (Superintendência de desenvolvimento do nordeste). 
·      Abertura de rodovias: Régis Bittencourt, Fernão Dias, Belém/ Brasília e BR-364.
·      Construção da refinaria de Duque de Caxias no RJ.

6.    O legado de Juscelino.
·      Associação do Estado e das empresas nacionais com o capital estrangeiro.
·      Grandes investimentos públicos em obras de infraestrutura de transportes e energia.
·      Forte emissão de papel-moeda gerando um aumento da inflação, que passou de 19% para 31%.
·      Importação de bens de consumo e do “american way of life”.
·      Ampliação da dívida externa: de 87 para 297 milhões de dólares.
·      A era JK ficou conhecida como os “anos dourados”, principalmente para a classe média e alta.

7.    A eleição presidencial de 1960
·      A aliança PSD/PTB lança o marechal Lott, ex-ministro da guerra de Juscelino.
·      O agora prefeito de São Paulo, Adhemar de Barros concorre novamente.
·      O governador de São Paulo Jânio Quadros, sai pelo minúsculo PTN.
·      Jânio, com seu estilo popular e recusando aliar-se aos grandes partidos vence com a campanha do “tostão contra o milhão”.
·      O símbolo de sua campanha era a vassoura, para varrer a corrupção.


8.    Jânio Quadros (jan/ago 1961)

Resumo História 3º médio - Ditadura militar no Brasil

H30 - A ditadura militar no Brasil


  1. Gen. Humberto Castelo Branco (15/04/1964 a 15/03/1967)

·         Eleito indiretamente pelo congresso nacional.
·         General da linha moderada, defendia que o governo militar era transitório.
·         Lançamento de Atos institucionais – Decretos que permitiam ao Executivo criar leis sem o consentimento do Legislativo.
·         AI-1: Permitia ao presidente cassar mandatos de parlamentares e suspender os direitos políticos de qualquer cidadão por dez anos.
·         Criação do SNI (Serviço Nacional de Informações) e da Doutrina de segurança nacional.
·         AI-2: Estabeleceu eleições indiretas para presidente da república, extinguiu todos os partidos políticos existentes, implantando o bipartidarismo :
o   Arena (Aliança Renovadora Nacional) – Governista.
o   MDB (Movimento Democrático Brasileiro) – Oposição.

  • AI-3: Decretou eleições indiretas para governadores e nomeação para os prefeitos das capitais.
  • Programa de Ação econômica do governo (Paeg): Combater as causas da inflação, como o déficit do setor público, o excesso de crédito e a política trabalhista.
  • Criação do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
  • Nova Constituição Federal (24/01/1967): Fortalecimento do poder executivo, Lei de imprensa (Censura), Lei de Segurança Nacional (repressão).

  1. Gen. Artur da Costa e Silva (15/03/1967 a 31/08/1969)

  • Eleito indiretamente pelo congresso nacional.
  • General da linha dura, defendia um governo militar forte e permanente.
  • Aumento da oposição aos militares com protestos estudantis liderados pela UNE (União Nacional dos Estudantes).
  • Passeata dos cem mil no Rio de Janeiro e Congresso da UNE em Ibiúna,
  • Repressão com a prisão de mais de 1400 estudantes e professores, invasão de universidades.
  • Luta armada contra o regime militar:
    • Ação Libertadora Nacional (ANL) – Carlos Mariguella.
    • Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) – CAP. Carlos Lamarca.
    • Guerrilha do Araguaia e guerrilha urbana, com assalto a bancos e sequestro de embaixadores.
  • AI-5: Suspensão de habeas-corpus, cassação de mandatos e de direitos políticos, intervenção nos estados e municípios e fechamento do Congresso Nacional.
  • Sofre uma trombose cerebral e é substituído por uma junta de três ministros militares.

  1. Gen. Emílio Garrastazu Médici (30/10/1969 a 15/03/1974)

  • Eleito indiretamente pelo congresso nacional.
  • General da linha dura, defendia um governo militar forte e permanente.
  • Milagre econômico brasileiro: crescimento econômico entre 10 e 11% ao ano, com destaque para o setor industrial, a construção civil, e a mineração, investimentos estrangeiros em grandes obras públicas (Rodovia transamazônica, ponte Rio-Niterói),incentivo às exportações, descaso com a educação e com a saúde, concentração de renda.
  • Aumento da repressão com a criação de órgãos de repressão:
    • Dops (Departamento de ordem política e social).
    • DOI-Codi (Departamento de operações internas e Centro de Operações de defesa interna).
    • Ocorreram milhares de casos de prisões, torturas, mortes e desaparecimento de presos políticos.
  • Propaganda ufanista: Através da Televisão, música e cinema, defendendo o patriotismo, os símbolos nacionais, a segurança e o desenvolvimento . (Brasil: ame-o ou deixe-o, o tri da seleção canarinho).

  1. Gen. Ernesto Geisel (15/03/1974 a 15/03/1979).

  • Eleito indiretamente pelo congresso nacional.
  • General da linha moderada, defendia uma abertura lenta, gradual e segura.
  • Fim do milagre econômico devido à crise internacional do petróleo.
  • Criação do Próalcool, para estimular a substituição da gasolina pelo álcool.
  • Construção das usinas nucleares de Angra 1 e 2 no Rio de Janeiro.
  • Vitória expressiva da oposição nas eleições legislativas de 1974 provoca a criação da Lei Falcão, que impedia os debates políticos na televisão e no rádio.
  • Os militares linha-dura continuavam com a repressão, o caso mais grave foi a morte do jornalista Vladimir Herzog em outubro de 1975.
  • O crescimento da oposição fez o governo fechar o congresso nacional e decretar em 1977 o ‘Pacote de abril”, cujas principais medidas eram:
    • Criação dos Senadores biônicos ( 1/3 do senado seria indicado pelo presidente e ratificado pelas Assembleias legislativas).
    • Mandato presidencial ampliado de cinco para seis anos.
    • As eleições estaduais de 1978 seriam indiretas.
  • Greves dos metalúrgicos no ABCD paulista sob a liderança de Luís Inácio Lula da Silva, presidente do Sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo e Diadema.

  1. Gen. João Baptista Figueiredo (15/03/1979 a 15/03/1985).  
                                  
  • Eleito indiretamente pelo congresso nacional.
  • General da linha moderada, Ex-chefe do SNI (Serviço Nacional de Informação).
  • Aprovação da Lei de Anistia em agosto de 1979, autorizando a volta de milhares de exilados, mas a lei beneficiava também os torturadores da ditadura.
  • Reforma partidária, com a extinção da Arena e do MDB e a criação de cinco novos partidos:
    • PDS (Partido Democrático Social) – Governo.
    • PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro).
    • PT (Partido dos Trabalhadores).
    • PDT (Partido Democrático Trabalhista) – Getulista.
    • PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) – Getulista.
  • Recessão econômica e aumento da inflação e da dívida externa.
  • Taxas negativas do PIB, inflação de 223% ao ano e a dívida externa de 91 bilhões de dólares.
  • Em 1982 ocorrem as primeiras eleições diretas para governadores dos estados desde 1965. O PDS elegeu doze dos 23 governadores e manteve uma pequena maioria no Congresso Nacional.
  • Tem início em março de 1983 a campanha das Diretas Já, um movimento civil de reivindicação por eleições presidenciais diretas no Brasil. A possibilidade de eleições diretas para a Presidência da República no Brasil se concretizaria com a votação da proposta de Emenda Constitucional Dante de Oliveira pelo Congresso. Comícios com centenas de milhares de pessoas ocorreram por todo o país.
  • A emenda das Diretas já é rejeitada pelo Congresso ( faltaram apenas 22 votos).
  • Eleição presidencial indireta no Colégio eleitoral em 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves (PMDB-MG) vence Paulo Maluf (PDS-SP) por 480 x180 votos.
  • Em 15 de março de 1985 teria fim o regime militar com a posse de um presidente civil.


Resumo História 2º médio - Independência do Brasil

  1. Movimentos Nativistas
          Foram revoltas coloniais que visavam resolver questões locais, “nativas”, sem pretensões de independência.
         As principais revoltas foram:
        Revolta de Beckman (Maranhão, 1684):
        Sob a liderança dos irmãos Manuel e Tomás Beckman, senhores de engenho e comerciantes ocupam São Luís com o objetivo de acabar com o monopólio da Companhia de Comércio do Maranhão.
        Guerra dos Mascates (Pernambuco, 1710/1711):
        Conflito entre os senhores de engenho de Olinda e comerciantes de Recife, nomeada vila independente, após vários combates, foi mantida a separação das vilas.

  1. A Inconfidência mineira (1789)
         Primeiro movimento emancipacionista brasileiro com a ideia de separar o Brasil de Portugal.
         Origens: A decadência da economia mineradora e o exemplo da independência dos E.U.A.
         Com a queda da produção de ouro a partir de 1760, houve a diminuição na arrecadação de impostos.
         Portugal instituiu a Derrama: o novo governador das Minas ( o visconde de Barbacena) deveria efetuar a cobrança dos impostos atrasados, que somavam 538 arrobas de ouro ( 8 mil Kg).
         Alguns intelectuais da elite mineira organizaram um movimento de revolta contra Portugal.
         Objetivos: Prisão do governador, proclamação da República, libertação dos escravos e a criação da Universidade de Vila Rica.
         Inconfidentes: entre eles estavam poetas, padres, militares, proprietários rurais e o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
         Traidor: o militar Joaquim Silvério dos Reis denunciou o movimento ao governador em troca do perdão de suas dívidas com Portugal.

  1. O mito de Tiradentes
         Após a denúncia, o governador suspendeu a Derrama e prendeu 34 acusados do quais só Tiradentes foi condenado à morte.
         Os demais foram degredados para a África (Angola e Moçambique).
         Tiradentes foi enforcado e esquartejado no Rio de Janeiro, sua cabeça foi enviada para Vila Rica aonde foi pregada em um poste para servir de exemplo.
         A República brasileira transformou-o em herói nacional

  1. Outras rebeliões coloniais
         Conjuração carioca (1794): Após a execução de Tiradentes, houve suspeitas de que haviam simpati-zantes do movimento no Rio de Janeiro, prenderam vários membro da sociedade literária, soltos depois por falta de provas.
         Inconfidência baiana (1798): Revolta com grande participação popular, inclusive de escravos, inconformado com as péssimas condições de vida na colônia.
         Participaram alfaiates, artesãos, sapateiros, mestiços e escravos, que queriam uma república independente e a abolição da escravidão, seus líderes foram enforcados.

  1. A corte portuguesa no Brasil
·      Portugal, aliado da Inglaterra não atendeu as exigências de Napoleão quanto ao Bloqueio continental decretado em 1806.
·      As tropa francesas invadiram Portugal, provocando a fuga da família real e de mais de 12 mil pessoas para a colônia.
·      O primeiro ato de D. João no Brasil foi decretar em 28/01/1808 a “abertura dos portos às nações amigas”, permitindo ao Brasil comercializar com outros países, principalmente a Inglaterra.
·      Consequências: Aumento do comércio interno, criação de estaleiros e portos.

  1. A criação do Estado brasileiro
         O Brasil passou a ser sede do governo imperial português.
         As capitanias passaram a se chamar províncias e vários órgãos foram criados.
         Autorização para a instalação de manufaturas no Brasil.
         Criação do:
        Banco do Brasil(1808).
        Imprensa régia e jornais.
        Biblioteca real, Jardim botânico e museu real.

  1. Tratados com a Inglaterra.
         Tratado de Methuen (1703) – Ou Tratado dos panos e vinhos.
         Tratado de Comércio e navegação – (1810) Baixas taxas alfandegárias
            ( invasão de produtos ingleses) e imunidade aos súditos ingleses no Brasil.
         Tratado de aliança e amizade
            (1810) Temas políticos ( aliança entre Portugal e Inglaterra, reconhecimento da casa de Bragança) e proibição do tráfico de escravos.
         De modo geral os tratados foram benéficos ao Brasil, com o aumento dos investimentos estrangeiros em infraestrutura.

  1. O governo de Dom João no Brasil
·      Declara guerra à França e invade a Guiana francesa, a ocupação durou de 1809 a 1817.
·      Eleva o Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves. (1815), o Brasil deixa oficialmente de ser uma colônia.
·      Anexação do Uruguai, com o nome de Província Cisplatina.
·      Após a Revolução liberal do Porto em 1820, a Cortes portuguesas queriam que o Brasil voltasse a ser uma colônia.
·      Retorno da família real à Portugal em 1821, D. João VI temia perder o poder e voltou deixando aqui D. Pedro, como príncipe-regente.

  1. O caminho para a Independência
·      As cortes portuguesas pretendiam recolonizar o Brasil, eliminando a relativa autonomia conseguida com Dom João VI, que ficou 13 anos no Brasil.
·      Isso fez com que a aristocracia rural brasileira, liderada por uma elite intelectual e com o apoio do governo inglês, pregasse a independência.
·      Dom João VI voltou a Portugal em abril de 1821, deixando em seu lugar o príncipe regente Dom Pedro, que ficou à mercê dos grupos políticos liderados por José Bonifácio de Andrada.

·      Diante da pressão portuguesa sobre Dom Pedro, os latifundiários se uniram aos intelectuais e passaram a influenciar o príncipe regente.

  1. O dia do fico.
·      Em dezembro de 1821, o Rio de Janeiro agitou-se com a chegada de novos decretos das Cortes de Lisboa.
·      As Cortes exigiam a volta de Dom Pedro à Portugal e a anulação dos decretos de Dom João VI.
·      O Partido brasileiro coletou 8.000 assinaturas pedindo ao príncipe que ficasse no Brasil.
·      Dom Pedro declarou que ficava no Brasil, nomeou um ministério só de brasileiros liderados por José Bonifácio.
·      Em junho de 1822, Dom Pedro convocou uma Assembleia Constituinte para o Brasil

  1. O grito do Ipiranga.
·      No final de agosto, Dom Pedro viajou para São Paulo para acalmar os ânimos na província.
·      Ao retornar de Santos, já próximo à capital, às margens do riacho Ipiranga, chegam às suas mãos rígidos decretos de Lisboa, era o dia 7 de setembro.
·      Depois de ler, amassar e pisotear as cartas, Dom Pedro monta seu cavalo e diz:

·      “Amigos, as cortes de Lisboa querem nos escravizar, de hoje em diante nossas relações estão cortadas. Por meu sangue, pela minha honra e por Deus farei do Brasil um país livre. Brasileiros, de hoje em diante nosso lema será Independência ou morte!”