segunda-feira, 31 de julho de 2017

Resumo História 1º médio - Idade média - I

Apostila H4 – A Idade média no Ocidente

Bizantinos e bárbaros: os Francos.
1.    Constantinopla:
·         O imperador romano Constantino ocupou a antiga colônia grega de Bizâncio, reestruturada, passou a se chamar Nova Roma e depois Constantinopla. Atualmente chama-se Istambul, na Turquia.
·         Excelente posição geográfica, ponto de união entre o Ocidente e o Oriente.
·         Grande centro comercial, político e religioso.
·         Construção de muralhas e de uma forte marinha.

2.    Organização econômica e social:
·        Economia de base agrícola, em latifúndios controlados pelo Estado e pela Igreja.
·        O comércio era uma importante atividade econômica.
·        Moeda forte: o Solidus.
·        Sociedade:
·        Aristocracia rural, grandes comerciantes, membros da Igreja, altos funcionários do Estado (coletores de impostos).
·        Artesãos, pequenos comerciantes, camponeses e escravos.

3.    Política Bizantina
         Cesaropapismo – O imperador era considerado um vice Deus, com poderes políticos e religiosos absolutos.
         No Hipódromo se reuniam os partidos Verde (populares) e Azul (mais ricos).
         Revolta de Nika – Em 532 ocorre uma revolta popular no Hipódromo que atinge grandes proporções. Motivada pela cobrança de altos impostos, a revolta foi sufocada pelo general Belisário, com 30.000 degolados.

4.    Justiniano (527 – 565)
·      Com o apoio de sua esposa Teodora conseguiu fortalecer o poder imperial.
·      Tentativa de restabelecer a unidade do antigo império romano com a reconquista de territórios do ocidente.
·      Construção da Catedral de Santa Sofia.
·      Organizou o “Corpus Juris Civilis” – Corpo do direito civil composto de 4 partes:
·      Código Justiniano – Reunião de leis romanas desde o século II.
·      Institutas – Manual de princípios do Direito usados por estudantes.
·      Digesto – Pareceres de juristas com  normas jurídicas.
·      Novelas – cerca de 150 constituições publicadas e atualizadas.

5.    A Estado e Igreja 
         Realização de concílios para a definição de dogmas. (dogma é uma doutrina aceita pelos fieis sem necessidade de prova).
         Heresias:
        Monofisismo – Declara apenas a natureza divina de Cristo.
        Iconoclastia – Destruição de imagens de santos.

         Grande Cisma do Oriente (1054): – Divisão dos cristãos em:
           - Igreja Católica – Roma, Papa, latim.
          Igreja Ortodoxa – Constantinopla,Patriarca, grego.                 

6.    Causas do Cisma do Oriente
         Oposição entre a mentalidade oriental (Helênica grega) e a ocidental (Cristã romana).
         Absolutismo dos imperadores bizantinos sobre a Igreja.
         Questão da autoridade sobre as igrejas orientais.
         Diversidade de organização eclesiástica, de doutrinas e de conceitos teológicos.

7.    Os bárbaros
          Bárbaros: palavra usada para indicar todos que não utilizassem a língua e a cultura gregas.
         Principais tribos: Ostrogodos, Visigodos, Francos, Suevos, Alamanos, Burgúndios,  Vândalos e anglo-saxões.
         Eram de origem germânica e acabaram se incorporando à cultura romana.
         Possuíam uma mitologia própria, eram politeístas, seus principais deuses: Odin, Thor, Freya.

8.    O reino dos Francos
           Dinastia dos Merovíngios:
        Rei Clóvis Meroveu unifica o Império em 481.
        Aliança com a Igreja Católica.
        Conquistas militares e conversão dos bárbaros.
        Reis indolentes – luxo e diversão.
        Prefeitos do palácio – governo dos majordomus.
         Causas da aliança entre os Francos e a Igreja Católica:
         Enquanto a Igreja Católica precisava do exército franco para impor aos outros povos a sua religião, o Estado Franco conseguia uma doutrina para unificar e legitimar seu poder.

9.    Carlos Magno (800-814)
          Coroado pelo papa Leão III como “Imperador dos romanos” em 800.
         Implantação de uma burocracia administrativa com corpos de fiscais e de inspetores (Missi Dominici).
         Outorgou leis escritas, as Capitulares.
         Fundação de escolas religiosas.
         Início do Renascimento carolíngio.
         Com sua morte e de seu filho Luís, o império se divide em 3 partes governadas por: Carlos, o calvo; Luís, o germânico e Lotário.
         O final da dinastia carolíngia se dá em 987 com Hugo Capeto.

10. O Renascimento Carolíngio
          Carlos Magno estimulou a renovação cultural do reino.
         Atraiu para sua corte vários sábios de várias partes da Europa.
         Incentivou o ensino, o conhecimento, a literatura e as artes.
         Fundou escolas, entre elas a Escola palatina, dentro de seu palácio.

         Promoveu a cópia de obras greco-romanas, contribuindo para a manutenção da cultura clássica.

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