A Igreja medieval: poder,
crise e reorganização
1. A fé
popular e a salvação da alma
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Nos séculos X e XI
as pessoas não sabiam explicar os fenômenos da natureza, isso gerava
superstição e misticismo.
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Crença popular em
demônios, criaturas monstruosas e feiticeiros.
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As possibilidades
de salvação e de milagres estavam em:
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Relíquias: Objetos
pertencentes a um santo, considerados sagrados.
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Peregrinações:
Viagens aos lugares sagrados (Terra santa - Palestina e Santiago de
Compostela).
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Boas obras: Doações
diversas à igreja.
2. A
igreja e a sociedade medieval
•
A Igreja Católica
procurava orientar as manifestações de fé, para os que não seguiam a
doutrina havia dois mecanismos:
–
Excomunhão: A Igreja exclui a pessoa da comunidade de fiéis.
–
Interdito: Igrejas fechadas, não celebravam nenhum ofício.
•
Bispos e
abades: Eram, além de líderes
religiosos, senhores feudais, com compromissos de vassalagem.
•
Alguns membros do
clero compraram seus cargos, padres eram nomeados pelos senhores
feudais.
3. As
reformas do clero regular
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Clero regular: Associado às ordens religiosas (Franciscanos,
beneditinos, dominicanos) viviam isolados em mosteiros.
•
Abadia de
Cluny: Na França, dirigida de forma
rigorosa por monges beneditinos, recebeu grande número de doações e riquezas.
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Ordem de
Cister: Pretendia uma observação mais
rigorosa dos costumes religiosos, viviam de maneira simples, com trabalho
manual, não aceitavam doações.
4. O
clero secular e as investiduras
•
Clero secular: Viviam junto a população nas igrejas e paróquias.
•
Os membros do Clero
possuíam grande poder de influência junto à população.
•
O papa Nicolau II
decretou o poder das investiduras contra os imperadores.
•
Os papas passaram a
ser eleitos pelos cardeais.
5. A
questão das Investiduras
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Querela das
Investiduras: Conjunto de
conflitos entre a Igreja Católica (papa Gregório VII) e o imperador do
Sacro império romano-germânico (Henrique IV).
•
Proibição da venda
de cargos da igreja, do casamento de padres e do direito de nomeação de bispos
pelo imperador.
•
Henrique IV se
rendeu, mas depois invadiu a Itália fazendo o papa fugir de Roma.
•
Concordata de
Worms (1122): Acordo que
resolveu a disputa, o poder espiritual ficava com a igreja e o poder temporal
com os reis.
6. As
ordens religiosas mendicantes
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As mudanças sociais
provocadas pela urbanização mostraram a necessidade de reorganização
da Igreja Católica.
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A Igreja passou a
se dedicar a convencer os fieis através do “espírito de missão” com a
formação de novas ordens religiosas.
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Dominicanos: Ordem fundada por São Domingos, os hereges deviam
ser convencidos pelo exemplo da pobreza e pela força da palavra,
valorizavam os estudos e intensificaram a atividade apostólica.
•
Franciscanos: Ordem fundada por São Francisco de Assis, filho de
um rico comerciante, desfez-se de seus bens e passou a pregar.
•
Combatiam a riqueza
excessiva, mas respeitavam a autoridade do papa e a hierarquia da Igreja.
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Valorizavam a mendicância
e o trabalho manual, demonstrando imenso amor à natureza
7. A
Inquisição
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Apesar de sufocadas
pela violência, as heresias continuavam a existir secretamente.
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O papa Gregório IX
criou em 1229 o “Tribunal do santo ofício”, ou os Inquisidores da fé.
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O objetivo era
fiscalizar as crenças e prender os suspeitos de heresia.
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A confissão poderia
ser obtida através de torturas, após a confissão, o tribunal dava a sentença.
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O herege
arrependido era condenado à prisão, se prosseguisse com suas práticas era
condenado à morte, sendo queimado vivo.
8. O
grande Cisma do Ocidente
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Foi o nome dado à
divisão da Igreja católica entre dois papas, ocorreu entre 1307 e 1417.
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Principal causa: o
conflito entre o rei da França Filipe IV, o belo e o papa Bonifácio VIII.
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O papa criou um
novo bispado na França em 1301 sem pedir o consentimento do rei, Filipe IV
mandou prender o bispo.
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O papa excomungou o
rei e declarou os súditos franceses livres do juramento de obediência.
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Filipe IV enviou
tropas comandadas por Guilherme de Nogaret para prender o papa.
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O papa ficou preso
em sua casa em Agnani, mas foi libertado por seus amigos, o papa viveu apenas
um mês após esse fato.
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O novo papa, Benedito
XI não absolveu Nogaret, que tramou sua morte por envenenamento.
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Filipe IV, o belo
nomeou um novo papa, Clemente VII e fez de Avignon, uma cidade no
sul da França sua sede em 1307.
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Em Roma, os cardeais
elegeram um novo papa (Urbano VI) e não reconheceram o papa de Avignon,
chamando-o de anti-papa.
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O conflito só foi
resolvido em 1417 no Concílio de Constança, com a eleição de um único papa:
Martinho V.
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Curiosidade: Houveram na época nove antipapas, e durante nove
anos houve também um 3º papa, o papa de Pisa, na Itália.
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