- Movimentos Nativistas
•
Foram
revoltas coloniais que visavam resolver questões locais, “nativas”, sem
pretensões de independência.
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As
principais revoltas foram:
–
Revolta de Beckman (Maranhão, 1684):
–
Sob a
liderança dos irmãos Manuel e Tomás Beckman, senhores de engenho e comerciantes
ocupam São Luís com o objetivo de acabar com o monopólio da Companhia de
Comércio do Maranhão.
–
Guerra dos Mascates (Pernambuco, 1710/1711):
–
Conflito
entre os senhores de engenho de Olinda e comerciantes de Recife,
nomeada vila independente, após vários combates, foi mantida a separação das
vilas.
- A Inconfidência mineira
(1789)
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Primeiro
movimento emancipacionista brasileiro com a ideia de separar o Brasil de
Portugal.
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Origens: A
decadência da economia mineradora e o exemplo da independência dos E.U.A.
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Com a
queda da produção de ouro a partir de 1760, houve a diminuição na arrecadação
de impostos.
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Portugal
instituiu a Derrama: o novo governador das Minas ( o visconde de
Barbacena) deveria efetuar a cobrança dos impostos atrasados, que somavam 538
arrobas de ouro ( 8 mil Kg).
•
Alguns
intelectuais da elite mineira organizaram um movimento de revolta contra
Portugal.
•
Objetivos: Prisão
do governador, proclamação da República, libertação dos escravos e a criação da
Universidade de Vila Rica.
•
Inconfidentes: entre
eles estavam poetas, padres, militares, proprietários rurais e o alferes
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
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Traidor: o
militar Joaquim Silvério dos Reis denunciou o movimento ao governador em
troca do perdão de suas dívidas com Portugal.
- O mito de Tiradentes
•
Após a
denúncia, o governador suspendeu a Derrama e prendeu 34 acusados do quais só
Tiradentes foi condenado à morte.
•
Os demais
foram degredados para a África (Angola e Moçambique).
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Tiradentes foi enforcado e esquartejado no Rio de Janeiro, sua cabeça foi enviada para
Vila Rica aonde foi pregada em um poste para servir de exemplo.
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A República brasileira transformou-o em herói nacional
- Outras rebeliões coloniais
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Conjuração carioca (1794): Após a execução de Tiradentes, houve suspeitas de
que haviam simpati-zantes do movimento no Rio de Janeiro, prenderam vários
membro da sociedade literária, soltos depois por falta de provas.
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Inconfidência baiana (1798): Revolta com grande participação popular, inclusive
de escravos, inconformado com as péssimas condições de vida na colônia.
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Participaram
alfaiates, artesãos, sapateiros, mestiços e escravos, que queriam uma
república independente e a abolição da escravidão, seus líderes foram
enforcados.
- A corte portuguesa no Brasil
·
Portugal,
aliado da Inglaterra não atendeu as exigências de Napoleão quanto ao Bloqueio
continental decretado em 1806.
·
As tropa
francesas invadiram Portugal, provocando a fuga da família real e de mais de 12
mil pessoas para a colônia.
·
O
primeiro ato de D. João no Brasil foi decretar em 28/01/1808 a “abertura dos
portos às nações amigas”, permitindo ao Brasil comercializar com outros países,
principalmente a Inglaterra.
·
Consequências:
Aumento do comércio interno, criação de estaleiros e portos.
- A criação do Estado
brasileiro
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O Brasil
passou a ser sede do governo imperial português.
•
As
capitanias passaram a se chamar províncias e vários órgãos foram
criados.
•
Autorização
para a instalação de manufaturas no Brasil.
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Criação do:
–
Banco do
Brasil(1808).
–
Imprensa
régia e jornais.
–
Biblioteca real, Jardim botânico e museu real.
- Tratados com a Inglaterra.
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Tratado de Methuen (1703) – Ou Tratado dos panos e vinhos.
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Tratado de Comércio e navegação – (1810) Baixas taxas alfandegárias
(
invasão de produtos ingleses) e imunidade aos súditos ingleses no Brasil.
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Tratado de aliança e amizade –
(1810)
Temas políticos ( aliança entre Portugal e Inglaterra, reconhecimento da casa
de Bragança) e proibição do tráfico de escravos.
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De modo
geral os tratados foram benéficos ao Brasil, com o aumento dos investimentos
estrangeiros em infraestrutura.
- O governo de Dom João no
Brasil
·
Declara
guerra à França e invade a Guiana francesa, a ocupação durou de 1809 a 1817.
·
Eleva o
Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves. (1815), o Brasil deixa oficialmente
de ser uma colônia.
·
Anexação
do Uruguai, com o nome de Província Cisplatina.
·
Após a
Revolução liberal do Porto em 1820, a Cortes portuguesas queriam que o Brasil
voltasse a ser uma colônia.
·
Retorno
da família real à Portugal em 1821, D. João VI temia perder o poder e voltou
deixando aqui D. Pedro, como príncipe-regente.
- O caminho para a
Independência
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As cortes
portuguesas pretendiam recolonizar o Brasil, eliminando a relativa autonomia
conseguida com Dom João VI, que ficou 13 anos no Brasil.
·
Isso fez
com que a aristocracia rural brasileira, liderada por uma elite intelectual e
com o apoio do governo inglês, pregasse a independência.
·
Dom João
VI voltou a Portugal em abril de 1821, deixando em seu lugar o príncipe regente
Dom Pedro, que ficou à mercê dos grupos políticos liderados por José Bonifácio
de Andrada.
·
Diante da
pressão portuguesa sobre Dom Pedro, os latifundiários se uniram aos
intelectuais e passaram a influenciar o príncipe regente.
- O dia do fico.
·
Em
dezembro de 1821, o Rio de Janeiro agitou-se com a chegada de novos decretos
das Cortes de Lisboa.
·
As Cortes
exigiam a volta de Dom Pedro à Portugal e a anulação dos decretos de Dom João
VI.
·
O Partido
brasileiro coletou 8.000 assinaturas pedindo ao príncipe que ficasse no Brasil.
·
Dom Pedro
declarou que ficava no Brasil, nomeou um ministério só de brasileiros liderados
por José Bonifácio.
·
Em junho
de 1822, Dom Pedro convocou uma Assembleia Constituinte para o Brasil
- O grito do Ipiranga.
·
No final
de agosto, Dom Pedro viajou para São Paulo para acalmar os ânimos na província.
·
Ao
retornar de Santos, já próximo à capital, às margens do riacho Ipiranga, chegam
às suas mãos rígidos decretos de Lisboa, era o dia 7 de setembro.
·
Depois de
ler, amassar e pisotear as cartas, Dom Pedro monta seu cavalo e diz:
·
“Amigos,
as cortes de Lisboa querem nos escravizar, de hoje em diante nossas relações
estão cortadas. Por meu sangue, pela minha honra e por Deus farei do Brasil um
país livre. Brasileiros, de hoje em diante nosso lema será Independência ou
morte!”
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