Aulas 1/2: Absolutismo e mercantilismo.
- Os interesses das classes sociais na Europa dos séculos XVI a XVIII:
* Contra os
altos impostos cobrados pela nobreza.
* Queriam a
unidade de: moedas, pesos e medidas e de idiomas.
·
A Burguesia * Contra o poder da Igreja Católica,
que condenava o lucro.
* Buscava
um regime forte que lhes desse segurança.
* Manutenção de
seus privilégios.
·
A Nobreza * Controle das atividades
comerciais.
* Aliança com a
Igreja para controlar o povo.
*
Preocupação com a perda de poder político e econômico.
A aliança entre o rei e a burguesia
interessava a ambos. Os burgueses precisavam de segurança para prosperar, por
isso financiaram os reis, que formaram exércitos nacionais, dando início a centralização
política e administrativa, que culminou com a formação dos estados
nacionais e com o Absolutismo.
- As Monarquias europeias:
- Guerra de Reconquista – Luta dos cristãos contra os árabes (mouros) pelo domínio da Península Ibérica.
- Portugal – Primeiro estado moderno e unificado da Europa (rei Afonso I em 1139).
- Espanha – Fernando e Isabel, os reis católicos unificam os reinos de Leão, Castela e Aragão.
- França – Com a vitória na guerra dos 100 anos (1337-1453) surge com força o Estado francês a partir do governo da dinastia de Valois.
- Inglaterra – Após a Guerra das duas rosas (1455-1485) o rei Henrique VII, dos Tudor centralizou e fortaleceu o poder real com medidas importantes: unificação de impostos, da justiça, da legislação e do exército.
Características * Administração
centralizada.
Comuns * Sistema tributário
nacional (impostos).
*
Exaltação de símbolos e heróis nacionais.
*
Controle do Estado sobre a economia.
* Concentração
do poder absoluto nas mãos do rei.
O Absolutismo * Sociedade estamental dividida em
classes fixas:
o 1º Estado - clero
o 2º Estado – nobreza
o 3º Estado - povo (agricultores,
artesãos e a burguesia comercial).
* Antigo Regime é o nome
criado para definir o período absolutista.
- Os teóricos do Absolutismo:
o Nicolau Maquiavel (Florença,
1469-1527) – Em seu livro O
príncipe, de 1513, estabeleceu os princípios básicos do Estado moderno,
elaborando um tratado sobre como tomar e manter o poder nos Estados. Para ele,
“os fins justificam os meios”, ou seja, o monarca pode usar qualquer meio,
inclusive a força para se manter no poder.
o Jean Bodin (França, 1530-1596) – Defendia o caráter divino do poder absoluto, Deus concedeu o
poder ao monarca, desobedecê-lo seria um pecado grave. O rei só deveria prestar
contas de seus atos a Deus.
o Thomas Hobbes (Inglaterra, 1588-1679) – Autor do Leviatã, defendia a ideia de que o Rei
está acima de tudo e de todos, os súditos deveriam abrir mão de sua liberdade
em favor do rei, que deveria proteger a todos com sua força.
o Jacques Bossuet (França, 1627-1704) – Elaborou a chamada “Teoria do direito divino dos reis”, segundo a
qual o rei seria o representante de
Deus na Terra. Assim, como o rei teria sido escolhido por Deus, a sociedade não
deveria criticá-lo.
- O Mercantilismo:
- Conjunto de práticas econômicas que predominaram durante a Idade moderna, suas principais características foram:
üMetalismo – A acumulação de metais preciosos, como ouro e
prata era o que fazia uma nação ser rica.
üBalança comercial favorável – Fazer
com que o valor das exportações fosse sempre maior do que as importações.
üProtecionismo alfandegário –
Cobrança de altos impostos para importação, visa aumentar o saldo das
exportações e proteger a indústria nacional.
üIntervenção estatal na economia – O
governo decide os rumos da economia do país, pois assim pode fortalecer o
Estado.
üColonialismo – A posse de Colônias em outros continentes
garantiria o fornecimento barato de matéria-prima e o consumo de produtos
manufaturados.
üFundação de grandes companhias de comércio – Criação
de empresas que tinham direitos exclusivos para a exploração comercial de
certas colônias, Inglaterra, Holanda, Portugal e Espanha fundaram companhias
diversas.
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