quinta-feira, 13 de abril de 2017

Resumo Filosofia 3º médio AVT (1º Trim)


A crise da Razão: Friedrich Nietzsche (Alemanha, 1844 – 1900)




1) RESUMO BIOGRÁFICO:



  • Filho de pastor protestante, até os 15 anos era conhecido como “o pequeno pastor”.
  • Profundo estudioso dos antigos gregos, tinha verdadeira admiração pela cultura clássica, era excelente aluno de alemão, latim e de estudos bíblicos.
  • Professor de Filologia clássica na Universidade da Basiléia (Suíça). (de 1869 a 1879).
  • Filologia: Estudo das origens culturais das palavras e das formas literárias.
  • Influência teórica de Arthur Schopenhauer (Alemanha, 1788 – 1860) – Ateísmo e pessimismo com a miséria humana. (texto: O mundo como vontade e representação).
  • Amizade com o músico Richard Wagner (Alemanha, 1813 – 1883) Foi ateu na mocidade, converteu-se ao cristianismo em 1879, foi também nacionalista e anti-semita. Seu teatro era mítico e simbólico, tinha a pretensão de ser uma síntese entre a poesia, a música, o teatro, a dança e as artes plásticas. Casou-se com Cosima, filha do músico Franz Liszt. Suas principais obras: O anel dos Nibelungos, Tristão e Isolda, Os mestres músicos e Parsifal.(consideradas Dramas musicais).
  • Nietzsche via a música da Wagner como a expressão de um renascimento da grande arte grega, apaixonou-se por Cosima, que viria chamar em suas obras de “a sonhada Ariane”.
  • Em 1882 conhece uma jovem finlandesa, Lou Salomé. Ela recusa seu pedido de casamento, o que o deixou profundamente amargurado.
  • A partir de 1889 começa uma crise mental que o leva à internação em um sanatório da Basiléia (Suíça), sofre com uma paralisia progressiva de origem sifilítica, vindo a falecer em agosto de 1900.



2) PRINCIPAIS OBRAS:



  • 1ª Fase : Influência de Schopenhauer e de Wagner.
    • 1872 – O nascimento da tragédia no espírito da música.
    • 1873 – Sobre a verdade e a mentira no sentido extra-moral.
    •          – A filosofia na época trágica dos gregos.
    • 1874 – Considerações extemporâneas ( ou intempestivas).



  • 2ª Fase : Elaboração dos princípios de sua filosofia.
    • 1878 – Humano, demasiado humano – Um livro para espíritos livres.
    • 1881 – Aurora – Pensamentos sobre os preconceitos morais.



  • 3ª Fase : Desenvolvimento dos conceitos e interpretações.
    • 1882 – A Gaia ciência.
    • 1883/84 – Assim falou Zaratustra.
    • 1885/86 – Para além do bem e do mal.
    • 1887 – Para a genealogia da moral.
    • 1888 – O crepúsculo dos ídolos, Ecce Homo e O Anticristo.
    • 1889 – A vontade de Poder (Incompleta).



Obs: Nietzsche viveu intensamente a filosofia, para ele o filósofo deveria ser um artista e um médico. Sua investigação é subjetiva e autobiográfica.

“Todos os grandes problemas exigem um grande amor e só espíritos rigorosos, claros e seguros são capazes de tal. Pois os grandes problemas não se deixam apreender pelos débeis e pelos seres com sangue de rã.” (A Gaia ciência, § 345).



A crítica à moral: Friedrich Nietzsche (Alemanha, 1844 – 1900)



·         Filho de pastor protestante e professor de filologia clássica (estudo das origens culturais das palavras e das formas literárias) na Universidade da Basileia na Suíça.



·         Profundo estudioso dos antigos gregos, tinha verdadeira admiração pela cultura clássica.



·         Influências teóricas de A. Schopenhauer (ateísmo e pessimismo com a miséria humana) e do músico Richard Wagner (expressão musical das tragédias gregas).



·         Nietzsche viveu intensamente a filosofia, para ele o filósofo deveria ser um artista e um médico, sua investigação é subjetiva e autobiográfica.



·         “Todos os grandes problemas exigem um grande amor e só espíritos rigorosos, claros e seguros são capazes de tal, pois os grandes problemas não se deixam apreender pelos débeis e pelos seres com sangue de rã.” (A Gaia ciência, § 345).



Principais ideias:



·        A tragédia grega é o ápice da perfeição artística, mas começou sua decadência com o advento do Racionalismo.



·        O homem é o criador dos valores, mas esquece de sua própria criação e vê neles algo de transcendente, de eterno e verdadeiro, quando os valores não são mais do que algo humano, demasiado humano.



·        O cristianismo, a metafísica e o racionalismo são a manifestação da decadência humana, isto é, da fraqueza e da negação da vida.



·        A vida é dor, luta, destruição, crueldade, incerteza, erro. É a própria irracionalidade, não tem ordem nem finalidade, o acaso a domina. Podemos ter diante da vida uma atitude de renúncia (fuga, ascetismo cristão) ou de aceitação (exaltação, superação do homem).



·        Todos os valores fundados na renúncia e na diminuição da vida, todas as chamadas virtudes que tendem a mortificar a energia vital e a destroçar e empobrecer a esperança e a vida, degradam o homem e são indignas dele.





·        É realmente virtude toda paixão que diz sim à vida e ao mundo. (Vontade de poder).



·         Nietzsche opera uma inversão de valores, o que sempre foi considerado um bem é na verdade um mal e vice-versa.



TÁBUA DE VALORES 





ESCRAVOS
SENHORES
MISÉRIA
RIQUEZA
DOR
PRAZER
FRAQUEZA
FORÇA
DEVER
LIBERDADE
TRANSCENDÊNCIA
IMANÊNCIA
HUMILDADE
ARROGÂNCIA
MORTE
VIDA

                     BEM                                                      MAL                                                                       



                                                                  OU
                                              MAL                                                       BEM

·         Para Nietzsche, a moral dos fracos foi inventada para controlar e dominar os fortes, eles invejam os fortes e como não conseguem ter e fazer o mesmo, procuram pela renúncia à vida e pelo sofrimento voluntário alcançar a felicidade em uma vida futura, eterna, após a morte.

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