Aula 5. A
situação das mulheres no mundo e no Brasil.
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Dados estatísticos da situação da mulher no mundo:(Fonte – ONU/the world’s women
2015)
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o Europa – Alemanha, Croácia, Escócia,
Kosovo, Lituânia, Malta, Noruega, Polônia e Suíça.
o América – Chile, Jamaica e
Trinindad-Tobago.
o Ásia – Bangladesh e Coréia do sul.
o África – Libéria e República
Centro-Africana.
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População brasileira:
o Mulheres – 51,4%
o Homens – 48,6%
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Dados estatísticos da violência contra a mulher no Brasil:
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Número de
homicídios femininos:
o Em 1980 – 1353.
o Em 1990 – 2585.
o Em 2000 – 3743.
o Em 2010 – 4465.
o Em 2013 – 4762 ( em média 13 por dia).
Aula 6.
Mulher: igualdade, diversidade e respeito.
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No Brasil
houve avanços significativos na área dos direitos das mulheres, principalmente
na Constituição de 1988, porém ainda encontramos a discriminação, seja ela
trabalhista, familiar ou afetiva.
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Um dos
grandes problemas é que as diferenças naturais, biológicas passam a ser vistas
como desigualdades, tornando as mulheres vulneráveis à exclusão social.
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Essa
exclusão surge nos âmbitos político, econômico e social, tendo desdobramentos
nas áreas da cultura, educação, trabalho, políticas sociais, etnia, identidade
e outras.
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As
relações entre homens e mulheres, ao longo dos séculos, mantém caráter
excludente e preconceituoso, deixando a mulher em condição de inferioridade.
Até mesmo os ideólogos burgueses do século XVIII destacaram a inclinação
natural das mulheres para o lar e para a educação das crianças.
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A
educação, seja a informal doméstica ou a instrução escolar, contribui para
manter as bases da exclusão e da violência contra a mulher.
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É a
partir de detalhes que essa imagem de inferioridade vai sendo
construída: brinquedos infantis (carrinho X boneca), estereótipos (azul X
rosa), piadas, apelidos e ofensas (chamar um garoto de mulherzinha).
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Dessa
forma, vão sendo atribuídas personalidades padronizadas para homens e mulheres,
gerando a necessidade da existência de um ser frágil, dócil e submisso para
justificar o poder do outro, forte, agressivo e dominador.
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A cultura
brasileira é historicamente patriarcal e machista, gerando uma situação de
desigualdade difícil de enfrentar.
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É necessária
a desmontagem de um esquema construído numa lógica patriarcal que dificulta a
percepção de mundo, tornando a desigualdade algo “natural”.
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A
proposta de desconstrução é a de desmontar a lógica das oposições binárias do
pensamento tradicional, evidenciando que estas são construções históricas,
podemos começar com pequenos gestos e atitudes positivas, rejeitando qualquer
rótulo de inferioridade feminina, isto como um primeiro passo rumo à igualdade
de gênero.


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