quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Resumo Filosofia 1º médio - Cultura e conhecimento

Aulas 1/2. O que é cultura? Sentidos e conceitos.

  • Cultura: O conjunto acumulado de símbolos, ideias e produtos materiais associados a um sistema social, seja uma sociedade ou uma família.

  • Cultura:
    • Material – Tudo o que é produzido materialmente pelo ser humano.
    • Imaterial – Símbolos, ideias, crenças, valores e normas.

  • Cultura não é qualquer ideia ou atividade, é algo que transcende, vai além dos indivíduos.

  • A origem da palavra cultura vem do latim cultus, que significa ao mesmo tempo, a cerimônia religiosa de homenagem a uma divindade e o cultivo da terra.

  • Com o tempo, cultura passou a ser entendida como aquilo que se obtém com esforço, cuidado e determinação, cultivar passou a significar o aperfeiçoamento em relação a uma ação.

  • A partir do Iluminismo dos séculos XVII/XVIII, a palavra cultura significava o cultivo abstrato de ideias, popularizando-se como o conjunto de princípios e conhecimentos que os homens são capazes de acumular.

  • Nesse sentido, cultura passou a simbolizar status intelectual, desejo da ascendente burguesia, vide as grandes bibliotecas e coleções de obras de arte dos burgueses europeus.

  • A expansão do nacionalismo europeu dos séculos XVIII/XIX contribuiu para mudar o sentido da palavra cultura, que passou a ser um conjunto de tradições e hábitos com os quais as pessoas se identificavam, nascia então a ideia de uma cultura nacional.

  • Conceitos relacionados:

    • Pluralismo cultural – Processo pelo qual culturas diferentes coexistem mantendo sua identidade. O Brasil é um grande exemplo disso.
    • Aculturação – É quando uma cultura domina outra cultura mais fraca. Há inúmeros exemplos na história: o império romano, a expansão ibérica, os EUA,…
    • Relativismo cultural – Cada cultura deve ser entendida em seus próprios termos, não sendo possível considerar uma cultura melhor ou pior do que a outra.
    • Etnocentrismo – É uma visão de mundo na qual o nosso grupo social é considerado o centro de tudo, é o critério de julgamento dos outros. É a única cultura certa, boa, ideal. Podemos citar como exemplos igrejas, partidos políticos e clubes esportivos.

Aula 3. Símbolos culturais.

  • A análise sociológica dos seres humanos enfrenta um dilema: conciliar a unidade biológica com a diversidade cultural.
  • Para entendermos melhor essa característica é preciso analisarmos as formas de comunicação baseadas na distinção conceitual entre sinais e símbolos.

  • Comunicação através de:

    • SINAIS – Orgânica, inata, geneticamente transmitida, fixas. Os animais se comunicam desta forma.
    • SÍMBOLOS – Adquirido culturalmente com a socialização, convenção social, é variável, depende das características culturais do grupo.

  • A oposição entre sinais e símbolos não é total nem absoluta, o homem produz cultura e é produzido por ela. Nós também usamos sinais para nos comunicar, por exemplo: o choro de um bebê é um sinal de que algo o incomoda, porém a resposta da mãe ao choro é algo cultural, depende das convenções sociais do local aonde mora.


·             NATURAL--------------------------------------CULTURAL
                                                      (convivência, interação social)

  • Podemos encontrar símbolos culturais: religiosos, políticos, profissionais, comerciais e sociais.

Aula 4. Teoria do conhecimento.

         Área da Filosofia que estuda a questão do conhecimento humano, logo, suas principais questões são:

1.    Como ocorre o processo do conhecimento?
2.    Qual o alcance e os limites do conhecimento humano?
3.    Como garantir que um conhecimento é verdadeiro?

  • O processo do conhecimento ocorre na Relação entre Sujeito e Objeto.       

  • FONTES E FORMAS DO CONHECIMENTO =

         SENSAÇÃO (Matéria dos sentidos: imagens, sons, cores,…).
         PERCEPÇÃO (Organiza as sensações e forma representações).
         IMAGINAÇÃO (Estabelece relações entre imagens).
         MEMÓRIA (Permite o acesso às percepções passadas).
         LINGUAGEM ( Forma de expressão das ideias).
         RACIOCÍNIO ( Atos intelectuais ligados, operações mentais).
         INTUIÇÃO ( Compreensão global e instantânea de algo).


Aula 5. A questão da verdade.

         Nossa idéia da verdade foi construída ao longo dos séculos, a partir de três concepções diferentes, vindas da língua grega, da latina e da hebraica.

         Em grego, verdade se diz aletheia, significando: não-oculto, não-escondido, não-dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso, pseudos, que é o encoberto, o escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como parece. O verdadeiro é o evidente ou o plenamente visível para a razão.
         Assim, a verdade é uma qualidade das próprias coisas e o verdadeiro está nas próprias coisas. Conhecer é ver e dizer a verdade que está na própria realidade e, portanto, a verdade depende de que a realidade se manifeste, enquanto a falsidade depende de que ela se esconda ou se dissimule em aparências.

         Em latim, verdade se diz veritas e se refere à precisão, ao rigor e à exatidão de um relato, no qual se diz com detalhes, pormenores e fidelidade o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, à linguagem enquanto narrativa de fatos acontecidos, refere-se a enunciados que dizem fielmente as coisas tais como foram ou aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade quando a linguagem enuncia os fatos reais.
         A verdade depende, de um lado, da veracidade, da memória e da acuidade mental de quem fala e, de outro, de que o enunciado corresponda aos fatos acontecidos. A verdade não se refere às próprias coisas e aos próprios fatos (como acontece com a aletheia), mas ao relato e ao enunciado, à linguagem. Seu oposto, portanto, é a mentira ou a falsificação. As coisas e os fatos não são reais ou imaginários; os relatos e enunciados sobre eles é que são verdadeiros ou falsos.

         Em hebraico verdade se diz emunah e significa confiança. Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são aqueles que cumprem o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito; enfim, não traem a confiança.
         A verdade se relaciona com a presença, com a espera de que aquilo que foi prometido ou pactuado irá cumprir-se ou acontecer. Emunah é uma palavra de mesma origem que amém, que significa: assim seja. A verdade é uma crença fundada na esperança e na confiança, referidas ao futuro, ao que será ou virá. Sua forma mais elevada é a revelação divina e sua expressão mais perfeita é a profecia.

Aula 6. A oposição entre o realismo e o idealismo.

          Encontramos no debate sobre a natureza do conhecimento duas importantes correntes filosóficas:

          Realismo – Doutrina que considera que o objeto determina o conhecimento, as coisas seriam reais e o sujeito as conhece tal como são, pois a realidade é tal como é, independente do sujeito. Trata-se de uma visão imediata das coisas. A mente humana só apreende a verdade das coisas realmente existentes no mundo. O fundador do Realismo foi Aristóteles.

          Idealismo Doutrina que defende a noção de realidade como um produto de nossas ideias, existente em nossa consciência, a realidade é sempre uma forma de representação, ou seja, o sujeito determina o conhecimento. A verdade é uma construção mental. O fundador do Idealismo foi Platão.

Aula 7. O Caos teórico.

·         Uma das características da Modernidade que se refere às formas de conhecimento e a busca da verdade é a variedade de teorias sobre todos os aspectos da realidade.

·         A partir da dualidade entre realismo e idealismo surgem inúmeras correntes que buscam desenvolver análises de vários aspectos da realidade: empirismo, positivismo, racionalismo, romantismo, existencialismo e muitas outras.

·         Com tantas doutrinas disponíveis, algumas até contraditórias, como encontrar a verdade nesse suposto caos teórico?


·         Devemos ter cuidado para não cairmos num relativismo, achando que nada é realmente verdadeiro e tudo é relativo, pois isso inviabiliza completamente a validade do conhecimento humano. 

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