Aulas
1/2. O que é cultura? Sentidos e conceitos.
- Cultura: O conjunto acumulado de
símbolos, ideias e produtos materiais associados a um sistema social, seja
uma sociedade ou uma família.
- Cultura:
- Material – Tudo o que é produzido
materialmente pelo ser humano.
- Imaterial – Símbolos, ideias,
crenças, valores e normas.
- Cultura não é qualquer ideia
ou atividade, é algo que transcende, vai além dos indivíduos.
- A origem da palavra cultura
vem do latim cultus, que
significa ao mesmo tempo, a cerimônia religiosa de homenagem a uma
divindade e o cultivo da terra.
- Com o tempo, cultura passou
a ser entendida como aquilo que se obtém com esforço, cuidado e
determinação, cultivar passou a significar o aperfeiçoamento em relação a
uma ação.
- A partir do Iluminismo
dos séculos XVII/XVIII, a palavra cultura significava o cultivo abstrato
de ideias, popularizando-se como o conjunto de princípios e conhecimentos
que os homens são capazes de acumular.
- Nesse sentido, cultura
passou a simbolizar status intelectual, desejo da ascendente
burguesia, vide as grandes bibliotecas e coleções de obras de arte dos
burgueses europeus.
- A expansão do nacionalismo
europeu dos séculos XVIII/XIX contribuiu para mudar o sentido da palavra
cultura, que passou a ser um conjunto de tradições e hábitos com os quais
as pessoas se identificavam, nascia então a ideia de uma cultura nacional.
- Conceitos relacionados:
- Pluralismo cultural – Processo pelo qual
culturas diferentes coexistem mantendo sua identidade. O Brasil é um
grande exemplo disso.
- Aculturação – É quando uma cultura
domina outra cultura mais fraca. Há inúmeros exemplos na história: o
império romano, a expansão ibérica, os EUA,…
- Relativismo cultural – Cada cultura deve ser
entendida em seus próprios termos, não sendo possível considerar uma
cultura melhor ou pior do que a outra.
- Etnocentrismo – É uma visão de mundo na
qual o nosso grupo social é considerado o centro de tudo, é o critério de
julgamento dos outros. É a única cultura certa, boa, ideal. Podemos citar
como exemplos igrejas, partidos políticos e clubes esportivos.
Aula 3.
Símbolos culturais.
- A análise sociológica dos
seres humanos enfrenta um dilema: conciliar a unidade biológica com
a diversidade cultural.
- Para entendermos melhor essa
característica é preciso analisarmos as formas de comunicação baseadas na
distinção conceitual entre sinais e símbolos.
- Comunicação através de:
- SINAIS – Orgânica, inata, geneticamente
transmitida, fixas. Os animais se comunicam desta forma.
- SÍMBOLOS – Adquirido culturalmente com a
socialização, convenção social, é variável, depende das características
culturais do grupo.
- A oposição entre sinais e
símbolos não é total nem absoluta, o homem produz cultura e é produzido
por ela. Nós também usamos sinais para nos comunicar, por exemplo: o choro
de um bebê é um sinal de que algo o incomoda, porém a resposta da mãe ao
choro é algo cultural, depende das convenções sociais do local aonde mora.
·
NATURAL--------------------------------------CULTURAL
(convivência, interação social)
- Podemos encontrar símbolos
culturais: religiosos, políticos, profissionais, comerciais e sociais.
Aula 4.
Teoria do conhecimento.
•
Área da Filosofia que estuda a questão do
conhecimento humano, logo, suas principais questões são:
1.
Como ocorre o processo do conhecimento?
2.
Qual o alcance e os limites do
conhecimento humano?
3.
Como garantir que um conhecimento é verdadeiro?
- O processo do conhecimento ocorre na Relação entre Sujeito e Objeto.
- FONTES E FORMAS DO
CONHECIMENTO =
•
SENSAÇÃO (Matéria dos sentidos: imagens, sons,
cores,…).
•
PERCEPÇÃO (Organiza as sensações e forma
representações).
•
IMAGINAÇÃO (Estabelece relações entre imagens).
•
MEMÓRIA (Permite o acesso às percepções passadas).
•
LINGUAGEM ( Forma de expressão das ideias).
•
RACIOCÍNIO ( Atos intelectuais ligados, operações
mentais).
•
INTUIÇÃO ( Compreensão global e instantânea de
algo).
Aula 5. A
questão da verdade.
•
Nossa idéia da verdade foi construída ao longo dos
séculos, a partir de três concepções diferentes, vindas da língua grega, da
latina e da hebraica.
•
Em grego, verdade se diz aletheia,
significando: não-oculto, não-escondido, não-dissimulado. O verdadeiro é o que
se manifesta aos olhos do corpo e do espírito; a verdade é a manifestação
daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso, pseudos, que
é o encoberto, o escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como
parece. O verdadeiro é o evidente ou o plenamente visível para a razão.
•
Assim, a verdade é uma qualidade das próprias coisas
e o verdadeiro está nas próprias coisas. Conhecer é ver e dizer a verdade que
está na própria realidade e, portanto, a verdade depende de que a realidade se
manifeste, enquanto a falsidade depende de que ela se esconda ou se dissimule
em aparências.
•
Em latim, verdade se diz veritas
e se refere à precisão, ao rigor e à exatidão de um relato, no qual se diz com
detalhes, pormenores e fidelidade o que aconteceu. Verdadeiro se refere,
portanto, à linguagem enquanto narrativa de fatos acontecidos, refere-se a
enunciados que dizem fielmente as coisas tais como foram ou aconteceram. Um
relato é veraz ou dotado de veracidade quando a linguagem enuncia os fatos
reais.
•
A verdade depende, de um lado, da veracidade, da
memória e da acuidade mental de quem fala e, de outro, de que o enunciado
corresponda aos fatos acontecidos. A verdade não se refere às próprias coisas e
aos próprios fatos (como acontece com a aletheia), mas ao relato e ao
enunciado, à linguagem. Seu oposto, portanto, é a mentira ou a falsificação. As
coisas e os fatos não são reais ou imaginários; os relatos e enunciados sobre
eles é que são verdadeiros ou falsos.
•
Em hebraico verdade se diz emunah
e significa confiança. Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um
Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são aqueles que cumprem o que prometem,
são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito; enfim, não traem a confiança.
•
A verdade se relaciona com a presença, com a espera
de que aquilo que foi prometido ou pactuado irá cumprir-se ou acontecer. Emunah
é uma palavra de mesma origem que amém, que significa: assim seja. A verdade é
uma crença fundada na esperança e na confiança, referidas ao futuro, ao que
será ou virá. Sua forma mais elevada é a revelação divina e sua expressão mais
perfeita é a profecia.
Aula 6. A
oposição entre o realismo e o idealismo.
•
Encontramos no debate
sobre a natureza do conhecimento duas importantes correntes filosóficas:
•
Realismo – Doutrina que considera
que o objeto determina o conhecimento, as coisas seriam reais e o
sujeito as conhece tal como são, pois a realidade é tal como é, independente do
sujeito. Trata-se de uma visão imediata das coisas. A mente humana só apreende
a verdade das coisas realmente existentes no mundo. O fundador do Realismo foi
Aristóteles.
•
Idealismo – Doutrina que defende
a noção de realidade como um produto de nossas ideias, existente em nossa
consciência, a realidade é sempre uma forma de representação, ou seja, o sujeito
determina o conhecimento. A verdade é uma construção mental. O fundador do
Idealismo foi Platão.
Aula 7. O
Caos teórico.
·
Uma das características
da Modernidade que se refere às formas de conhecimento e a busca da verdade é a
variedade de teorias sobre todos os aspectos da realidade.
·
A
partir da dualidade entre realismo e idealismo surgem inúmeras correntes que
buscam desenvolver análises de vários aspectos da realidade: empirismo,
positivismo, racionalismo, romantismo, existencialismo e muitas outras.
·
Com
tantas doutrinas disponíveis, algumas até contraditórias, como encontrar a verdade
nesse suposto caos teórico?
·
Devemos
ter cuidado para não cairmos num relativismo, achando que nada é realmente
verdadeiro e tudo é relativo, pois isso inviabiliza completamente a validade do
conhecimento humano.
Nenhum comentário:
Postar um comentário