quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Resumo Filosofia 3º médio - Fenomenologia e Frankfurt

Aula 1. A Fenomenologia.

  • Corrente de pensamento que surgiu no início do século XX, propõe o estudo dos fenômenos da consciência ( percepção, imaginação, memória,…)

  • A realidade é apenas um dos modos como o objeto pode ser um dado à consciência . ( pode ser percebido, pensado, simbolizado, amado,…).

  • Aa fenomenologia faz a análise da consciência na sua Intencionalidade, ou seja, consciência é sempre consciência DE… algo ou alguém. Nunca somos neutros, ao conhecermos algo, nosso ato de conhecer já está carregado de intenções (percepção, imaginação, memória, afeto,…).

  • Principal nome: Edmund Husserl (Judeu tcheco, 1859 – 1938), Matemático e filósofo.

    • Obras: Filosofia da aritmética, Investigações lógicas, Fenomenologia pura,…

    • Propõe a epoché, ou seja, a suspensão do juízo sobre a realidade, buscando eliminar a intenção ou interesse, tornando o conhecimento puro, tornamo-nos expectadores desinteressados do real.
  • A realidade é o conjunto de fenômenos, fatos determinados pela consciência do sujeito, ou seja, nós construímos a realidade.


Aula 2. O Existencialismo.

  • Corrente filosófica surgida na Europa durante a segunda guerra mundial, tem por objetivo estudar a existência humana, o modo de ser do homem no mundo, questionar o valor da vida e da dignidade.

  • Nomes:

    • S. Kierkegaard (Dinamarca, 1813 – 1855): “O conceito de angústia.”
    • M. Heidegger (Alemanha, 1889 – 1976): “Ser e tempo”.
    • M. Merleau-Ponty (França, 1908 – 1961): “Fenomenologia da percepção”.
    • J. Paul Sartre (França, 1905 – 1980): ‘ O ser e o nada”.

  • A relação apontada do existencialismo com a fenomenologia diz respeito ao modo de ser no mundo,. Que é repleto de intencionalidade.

  • Principais ideias:

    • O ser humano é finito.
    • A vida humana é sempre problemática.(incerteza quanto às possibilidades).
    • Realçe aos aspectos negativos e destrutivos das possibilidades existenciais dos homens no mundo. (morte, doença, sofrimento, fracasso, loucura,…)

  • Jean-Paul Sartre ( França, 1905 – 1980)

  • Destaca a necessidade do ser humano de buscar um sentido para a própria existência.

  • Nas coisas, a existência precede a essência. (ideia que explica).

  • Nas pessoas a existência precede a essência. ( os homens existem, estão aí, para depois construirem sua essência, seu projeto existencial).

  • O ser humano está condenado a ser livre. ( o exercício da liberdade gera uma angústia da existência, devido a responsabilidade das pessoas sobre a própria vida, e a incapacidade de escolher certo dentre as várias possibilidades).

Aulas 5/6. A Escola de Frankfurt

  • Um grupo de pensadores fundou em 1923 o “Instituto de pesquisa social” na Alemanha, com o objetivo de buscar explicações para as profundas transformações sociais ocorridas à época, dando ênfase aos aspectos culturais.

  • Panorama histórico: Período de expansão do capitalismo monopolista e das ideias socialistas e totalitaristas, logo após a 1ª guerra mundial (1914-1918) e a revolução russa (1917-1922).

 


·         Principais influências:       
O marxismo em suas várias formas (análise das formas de domínio).                 
A psicanálise de Freud, (análise dos comportamentos).  

  • Nomes


 

         * Max Horkheimer (1895-1973).
         * Theodor Adorno (1903-1969).
         * Walter Benjamim (1892-1940).
         * Herbert Marcuse (1898-1979).
         * Jurgen Habermas (1929- )
         * Erich Fromm (1900-1980).

  • Questões:

 


       * Entender as relações que movimentavam as massas.
       * Análise crítica dos meios de comunicação.
       * Aperfeiçoar o movimento revolucionário marxista.
       * Crítica à ideologia capitalista.          

  • Conceitos:

    • Cultura de massa – Conjunto de manifestações culturais que não está ligado a nenhum grupo social específico, pois é transmitido de maneira industrializada para o público em geral por intermédio dos meios de comunicação de massa.
    • Indústria cultural – Produção industrializada de bens culturais em larga escala para atender o grande público.




A indústria cultural vende cultura; para vendê-la, deve seduzir e agradar o consumidor; para isso não pode chocá-lo, provocá-lo, fazê-lo pensar, mas deve devolver-lhe com nova aparência, o que ele já sabe, já viu, já fez. O expectador “médio” é o senso comum cristalizado.
No capitalismo tudo é mercadoria, inclusive as obras de arte. Segundo Adorno, massificar a arte é banalizar a expressão artística e intelectual, ou seja, vulgarizar. 

·         A indústria cultural inverte/subverte o sentido da arte:

1.   
Expressão do talento do autor--- reprodução repetitiva.
2.    Momento de criação-----------------produtos para o consumo rápido.
3.   
Experimentar o novo----------------consagrar o padrão.
4.   
Provocar, chocar, incomodar------lazer e diversão, satisfazer os sentidos.

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